O candidato independente à presidência da autarquia da Guarda, Sérgio Costa, apelou esta quinta-feira ao voto útil e disse que o movimento que lidera tenciona ganhar as eleições de domingo com maioria absoluta.

“Nós vamos ganhar com maioria absoluta. E é esse o objetivo. Nós estamos absolutamente concentrados apenas na transmissão desta mensagem, desta necessidade para a Guarda, que é ganhar com maioria. E nós não gostamos de fazer futurologia. Trabalhamos todos os dias para o nosso objetivo. E, na noite das eleições, é isso que vai ser concretizado”, afirmou o candidato numa conferência de imprensa realizada na sede de candidatura.

O cabeça de lista do movimento Pela Guarda referiu que a equipa que lidera está a “lutar muito” e a trabalhar “quase 24 horas por dia”.

Disse que o movimento, que surgiu “das pessoas para as pessoas, que quer trabalhar com todos e para todos”, almeja a maioria absoluta.

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Sérgio Costa acrescentou que espera ganhar a presidência da Câmara da Guarda, da Assembleia Municipal e das Assembleias de Freguesia onde concorre.

“Nós queremos ganhar com maioria absoluta. É esse o nosso grande objetivo. E, por isso, é que fazemos [o apelo] ao voto útil (…) no movimento Pela Guarda, porque só o movimento Pela Guarda é que pode ganhar a Câmara da Guarda verdadeiramente e governar verdadeiramente bem a Câmara da Guarda nos próximos quatro anos”, afirmou o independente.

Na mesma conferência de imprensa, o candidato à presidência da Assembleia Municipal, José Relva, disse que encontrou “erros jurídicos” e “contradições” no recente acordo celebrado entre a autarquia e um grupo empresarial para construção de um hospital privado nos terrenos do antigo matadouro, para construção de um hospital.

José Relva também disse ter informação que uma entidade ligada ao setor dos supermercados “terá contactado por duas ou três vezes” o município (liderado por Carlos Chaves Monteiro, que é candidato pelo PSD), e que “pagaria por mês, uma importância, no mínimo, três vezes superior aos 940 euros e 16 cêntimos” que vão ser pagos pela entidade com quem a autarquia assinou um memorando.

A candidatura “nada tem contra as entidades privadas”, disse, referindo que “são sempre bem vindas”, mas chama a atenção para o facto de, na sua perspetiva, a autarquia liderada por Carlos Chaves Monteiro estar a “delapidar o património do município e a por em causa a sustentabilidade do próprio município, no caso de haver as indemnizações que ali estão previstas”.

A autarquia da Guarda é presidida pelo PSD desde 2013, quando o partido ganhou as eleições com o candidato Álvaro Amaro, que repetiu a vitória em 2017.

O município é presidido, desde abril de 2019, por Carlos Chaves Monteiro, que substituiu Álvaro Amaro quando este foi para o Parlamento Europeu.

Para além de Sérgio Costa são candidatos Carlos Chaves Monteiro (PSD), Luís Couto (PS), Pedro Narciso (CDS-PP), Honorato Robalo (CDU), Jorge Mendes (BE) e Francisco Dias (Chega).