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Os pescadores trazem o lixo do mar e a Ecoalf transforma-o em tecidos reciclados

Criou uma marca que tem verdadeiramente uma bandeira de sustentabilidade hasteada: retira lixo dos oceanos e transforma-o em tecidos reciclados. Javier Goyeneche já planeia abrir uma loja em Lisboa.

O fundador da Ecoalf, Javier Goyeneche, fotografado na sua visita a Lisboa
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O fundador da Ecoalf, Javier Goyeneche, fotografado na sua visita a Lisboa

Ricardo Gomes

O fundador da Ecoalf, Javier Goyeneche, fotografado na sua visita a Lisboa

Ricardo Gomes

“Quando comecei a minha empresa diziam-me ‘a tua coleção é muito básica’ e eu respondia: ‘ela não é básica, é intemporal’, o que é diferente” — Javier Goyeneche é assertivo quando fala, não esconde o orgulho que carrega depois de 12 anos à frente da Ecoalf, a marca de moda criada para ser verdadeiramente sustentável ao evitar usar materiais naturais do planeta e substituí-los por reciclados. A Ecoalf cresceu e ganhou uma Fundação que deu vida ao projeto Upcycling the Oceans, que envolve mais de três mil pescadores voluntários que retiram lixo do mar para que este possa ser transformado em tecidos para as coleções da Ecoalf. Para o fundador da marca e fundação com o mesmo nome, design intemporal é “obviamente” sinal de durabilidade, e durabilidade é um sinal de sustentabilidade.

O ponto de partida, em 2009, foi um tiro no escuro, numa altura em que não se falava de sustentabilidade, não havia soluções para as empresas de moda serem sustentáveis, nem ao nível da tecnologia, nem dos materiais. Era o vazio. Javier sempre esteve envolvido na indústria, mas chegou a um ponto de cansaço e desilusão com o cenário que se vivia que decidiu que queria sair da moda e trabalhar em sustentabilidade. Tentou procurar fundações e associações que correspondessem às suas expetativas, mas não foi fácil. “Pensei muito mas cheguei à conclusão que tinha de criar a minha empresa se queria uma coisa com pés e cabeça. Para mim o que fazia sentido era deixar de usar recursos naturais e substituí-los por reciclados, reciclar era a solução”, conta ao Observador durante a sua visita a Lisboa, numa parceria com a Associação ModaLisboa a poucos dias do arranque da próxima edição.

Esta sua ligação ao ambiente e à sustentabilidade vem de cedo, lembra-se da sua mãe ser uma acérrima defensora destes valores. Quando os seus filhos Alfredo e Álvaro nasceram, surgindo aqui uma nova geração, as ideias começaram a ir ao sítio e nascia o nome e o conceito da Ecoalf — isto porque a reciclagem poderia ser uma solução se conseguissem criar uma nova linha de produtos reciclados com a mesma qualidade e design que os melhores produtos não reciclados, isto tudo para assegurar as necessidades das gerações futuras.

“Havia muito, mesmo muito pouca oferta de tecidos reciclados em 2009, e os que havia tinham uma percentagem baixa do tecido reciclado e as texturas eram más”, explica, apontando o porquê de a Ecoalf ser muito mais que uma marca. “Claro, que percebi que a investigação e o desenvolvimento têxtil tinha de partir de nós, era o nosso trabalho.”

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Javier fundou a Ecoalf em 2009, tendo lançado a fundação em 2015

Ricardo Gomes

Só em 2012 conseguiu, de facto, lançar a primeira coleção depois de anos a viajar pelo mundo e desenvolver tecnologia que o permitisse chegar onde queria — hoje, já têm em carteira cerca de 500 tecidos diferentes desde que começaram.

O fundamental era desenvolver tecnologia que permitisse desenvolver essa transformação do desperdício em tecidos vestíveis e que durassem o máximo de tempo possível. “A ideia sempre foi desenhar roupa que vou conseguir usar por anos e anos. Precisamos de nos focar mais na qualidade e menos na quantidade. Tens de te decidir: queres ser sustentável e comprar 20 t-shirts a 5 euros? Não dá. Como é que o fazemos? Comprando menos.”

A Ecoalf, que atualmente recicla em nove países, acaba assim a fazer design, a produzir, distribuir e comunicar, como se de uma comunidade sustentável se tratasse.

“É muito mais complicado ser sustentável, é mais caro”

O penso rápido do chamado “greenwash” não funciona na hora de pensar a longo prazo, e Javier sabe disso. E sabe também que “é muito mais complicado ser sustentável e é mais caro”, diz, afirmando-o como um dos grandes desafios da indústria, sobretudo aos grandes da indústria que continuam a fechar os olhos ao problema. “A grande mudança só vai acontecer quando os grandes players decidirem mudar também, eles têm o volume, os recursos, as equipas para fazer esta mudança rapidamente. Temos de nos juntar todos, partilhar tecnologia e conhecimento para trabalharmos e sermos mais ambiciosos”, afirma.

Uma das peças em Lisboa com parte da coleção e outra parte que mostra o tecido de plástico ©Ricardo Gomes

Javier não poupa críticas a quem continua a levar a sustentabilidade de forma leviana, como um chavão de marketing para as marcas. “Ser sustentável não é só usar tecidos sustentáveis — tem a ver com todo o modelo de negócio. Se continuas a fazer Black Friday, promoções todos os dias, estás a criar um excedente de produto inacreditável, e não há material sustentável que te salve”, reitera. “Daí a nossa mentalidade ser contrária a isso: basta pensarmos nas diferenças que existem entre comprar um tecido ou reciclar as garrafas para transformar esse tecido de raiz. No final do dia é o que nos distingue de todos os outros.”

“There is no planet B” não é original de Javier, mas é uma das mensagens mais preconizadas pela marca — mesmo estampada em muitos dos seus produtos. Por quanto mais tempo será necessário apregoar ao mundo que não há alternativa? “É muito difícil responder a isso. No outro dia perguntaram-me como é que eu via o mundo em 2050. Suspirei um bocado porque está nas nossas mãos, percebes? Se continuarmos a assobiar para o lado, a achar que o problema não é nosso não vai correr bem”, refere.

O empresário espanhol não perdeu a esperança, mas continua a achar que ignorar o problema e empurrá-lo apenas para as grandes empresas não é a solução, isto se queremos entregar um planeta habitável à geração seguinte. “É um problema de todos, tem de ser uma mudança conjunta”, diz. “Se continuarmos a ignorar é um problema, temos muita tecnologia para fazer coisas boas e mudar, mas temos de usá-la rápido porque já não dá para adiar. Não conseguimos continuar a viver aqui e fingir que temos outro planeta para onde ir a seguir, porque não temos.”

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A frase "There is No Planet B" aparece regularmente nas peças da marca ©Ricardo Gomes

Ricardo Gomes

Os tempos de confinamento acabaram por “abanar algumas mentalidades”, admite Javier, mas não o suficiente para mudar profundamente aquilo que precisa de ser mudado. “Para muitos consumidores houve um acordar para a realidade tóxica em que vivemos, porque deixámos o planeta respirar por momentos e passámos a ver golfinhos em portos, animais no meio das cidades, as pessoas perceberam que precisamos de criar um equilíbrio entre as nossas necessidades e o que o planeta precisa”, afirma. Mas o que mudou foi sol de pouca dura. “Parece estar tudo a voltar ao normal demasiado rápido, a voltarmos ao que éramos, por isso começo a questionar-me se a pandemia não é uma desculpa para dizer que as pessoas mudaram. Estamos a caminhar no mesmo sentido que dantes.”

Para Javier, que tem uma empresa onde o impacto positivo no ambiente é visível, é “mais que urgente” mudar os modelos de negócio no lado comercial, mas também mudar a forma como se consome, “porque não podemos continuar a consumir desta maneira quando quase todos os recursos estão no seu limite.”

Oceanos para que vos quero

É muitas vezes chamado para dar palestras e aulas sobre o trabalho que tem vindo a desenvolver, e começa sempre pela mesma questão: o lixo. A forma como cada pessoa consome — e a indústria da moda é um dos grandes calcanhares de Aquiles — tem um resultado causa-efeito na quantidade de desperdício que se gera. Na vida atarefada de Javier na Ecoalf, cujo trabalho diferenciador já vinha a ser feito desde o início, foi nos oceanos que, em 2015, acabou por ver mais um escalão a subir na história da marca com a criação da Fundação Ecoalf. A par da Fundação, acabou por nascer o projeto que hoje é o motor de grande parte do trabalho desenvolvido pela marca: o Upcycling the Oceans. O objetivo é de definição simples, mas de concretização impossível (pelo menos enquanto todos não lhe seguirem os passos): limpar os oceanos de lixo marinho.

O ponto diferenciador aqui é que Javier não quis que o lixo voltasse nem para o mar, nem para aterros, e com já alguns anos de pesquisa e investigação optou por olhar para a origem da indústria da moda que era, no fundo, a base da sua marca. O Upcycling the Oceans tem, no entanto, uma “ajuda preciosa” — a da indústria pesqueira, o que faz com que a fundação trabalhe diretamente com os pescadores que no seu trabalho diário trazem além de peixe, centenas e centenas de quilos de lixo dos mares. “Nós já estávamos a trabalhar com reciclagem e tecidos reciclados, mas por que não criar os nossos próprios tecidos de raiz? Desde a recolha do lixo até ao produto final? O objetivo é dar aos resíduos plásticos uma nova vida através da reciclagem e da economia circular”, explica Javier.

Começaram com apenas três pescadores. Estão agora envolvidos mais de três mil ©Ecoalf/Facebook

Os oceanos surgiram, na verdade, por acidente. Um dia, em conversa com um pescador, este desafiou o empresário a ir pescar com ele para ter noção da quantidade de lixo que vinha na rede — ficou claro para Javier que nem tudo o que vinha à rede era peixe, pelo contrário. Rapidamente percebeu que seria o caminho a tomar para tentar tornar o Upcycling the Oceans num movimento global. “Assim que entras no tema dos oceanos percebes a dimensão do problema, estamos a tentar limpar os oceanos, claro que isso não é uma tarefa fácil — e há milhares de toneladas para tirar. Mas começamos a criar consciência com o nosso trabalho, pelo menos é parte da nossa missão enquanto Fundação e enquanto marca”, diz.

A aventura começou com apenas três pescadores em Espanha que ajudaram a evangelizar outros tantos a juntarem-se ao projeto de recolha de lixo. “O lixo vinha nas redes, era inevitável. Eles só tinham de escolher se o guardavam e depositavam nos nossos contentores ou se o voltavam a deitar ao mar, e ele acabaria por voltar às redes”, explica o fundador da Ecoalf. De 2015 para cá, os números cresceram substancialmente: há uma comunidade de mais de três mil pescadores envolvidos — só em Espanha há 570 barcos e 2600 pescadores — uma vez que o projeto já chegou à Tailândia, Grécia e Itália.

“Eles têm muita consciência do problema, porque são voluntários. Portanto não são pagos, mas sabem mais que nós, vivem essa realidade todos os dias”, conta. Até agora, já retiraram dos mares mais de 700 toneladas de lixo marinho, sendo esta a primeira parte de um processo dividido em quatro fases: a recuperação do lixo, a sua separação, a reciclagem e, por fim, o seu processamento e transformação em materiais têxteis — como o fio de mar, feito a partir de garrafas recicladas que já ultrapassam as 250 milhões de unidades até agora. Só para a coleção primavera-verão 2021, a Ecoalf reciclou 850 mil garrafas de plástico, pelo que 75% da coleção foi feita a partir de poliéster reciclado.

A equipa da Ecoalf também pode participar nas ações de limpeza ©Ecoalf/Facebook

Este ano, Javier conta que além dos mares começaram a limpar um rio porque o problema também está aí — “se houver menos lixo nos rios, haverá menos lixo nos mares”, confessa. Então, os funcionários da Ecoalf, às sextas-feiras, podem decidir se querem trabalhar no escritório ou participar nas ações de limpeza.

“Quando comecei a empresa deixei bem claro que não queria uma empresa de storytelling, queria uma empresa de storydoing, para estar envolvido nas coisas. De que é que serve dizer que o oceano está poluído se não faço nada por isso? Quero que as pessoas façam parte disto”, atira.

Portugal no horizonte

Ao falar de mar e estando de visita a Lisboa, a pergunta óbvia acabou por surgir: “não pensa alargar o projeto da Fundação aos pescadores portugueses?”, questionámos. A verdade, é que Javier já tinha pensado nisso há anos quando até acabou a falar com alguns portos marítimos em Portugal para poder arrastar o país também para o projeto.

“Portugal tem uma longa costa, claro que fazia sentido estender o projeto a vocês que são nossos vizinhos e têm potencial, mas houve alguns entraves há uns anos quando tentámos fazê-lo”, explica. “Aparentemente, pelo que percebemos na altura, não há muitos barcos de pesca do tipo que necessitamos em Portugal, porque têm de ser embarcações maiores para ter espaço para trazer o lixo”. E, além disso, Javier faz saber ainda que tem de ser uma pesca que atinja o fundo, e não uma superficial, porque é lá que está grande parte do desperdício.

“Ainda assim quero muito voltar cá para ter novamente essas conversas, perceber se as coisas mudaram e se há pescadores interessados em trabalhar connosco. O nosso objetivo é crescer cada vez mais, e a área costeira é grande”, diz.

A visita a Portugal, em parceria com a ModaLisboa, não se tratou, no entanto, de fazer ainda esses contactos. Até este ano, a Ecoalf não tinha distribuição por cá, coisa que mudou, mas o problema está no alcance da marca no público português. “A consciência da marca em Portugal é muito pequena, infelizmente, e a nossa ideia é começar a comunicar mais, ainda por cima estão aqui ao lado”, faz saber. “O que fazemos, como fazemos, porque o fazemos, tudo isso é interessante do ponto de vista do consumidor a partir do momento em que ele percebe o nosso trabalho. É fundamental conseguirmos expandir e começarmos a chegar a mais pessoas.”

Em Portugal, a Ecoalf está à venda em locais como a Sportino (12 lojas), Urban Project (seis lojas), Footbox (duas lojas), Palloram (três lojas), Marques Soares (seis lojas), Pinheiro e Gonçalves (uma loja), Xtreme (oito lojas), Trampolim (uma loja), Outlaw (três lojas) e na All Dress Code (uma loja).

Uma breve visita ao site da marca explica tim tim por tim tim grande parte do trabalho que Javier e a sua equipa tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos 12 anos, além de que as próprias lojas físicas fazem parte desse mesmo storytelling — as peças, por exemplo, carregam uma etiqueta com um QR code para o consumidor compreender de onde vem, como é feita e qual é o impacto por detrás de cada peça (poupança de água, redução de emissões de CO2, por exemplo).

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As coleções podem ser compradas no site e em vários pontos de venda em Portugal ©Ricardo Gomes

Ricardo Gomes

Na calha, admite Javier, está uma loja em Lisboa. “Há um público interessante português que já conhece, outro que vai passar a conhecer. E Lisboa tem uma coisa muito interessante, apesar de estarmos agora todos a recuperar destes tempos, que é o encontro muito natural entre turistas e locais. Por isso, é um destino que queremos muito que aconteça, finalmente”, diz.

A busca pela espaço ideal ainda decorre e será mais uma conquista para a marca que já está presente e com portas abertas em Madrid, Barcelona, Tóquio, Paris, Berlim, e com outros pontos de venda.

Mais de um década depois, o sonho está cumprido

Na hora de falar da sua mais recente conquista, e já palpável nas lojas e site da marca, Javier não esconde a emoção que é ter conseguido trazer à luz do dia a sua coleção mais premium, a Ecoalf 1.0. “É o culminar de muita coisa, porque quando concebi a Ecoalf era tudo sobre qualidade, sustentabilidade e design clean, e quando lancei a marca não consegui fazer exatamente isso que tinha em mente, porque não tinha os materiais nem os recursos necessários”, desabafa o fundador.

Foram 12 anos de investigação e desenvolvimento na área dos tecidos reciclados para que Javier conseguisse que a marca culminasse numa linha completamente intemporal, sustentável e premium, com formas minimalistas e cores neutras. Os filamentos técnicos de cada tecido têm o menor impacto ambiental possível. O material-chave de todas as coleções é o fio de mar, feito com o desperdício do oceano, mas esta linha traz outras novidades à baila como o couro vegetal, que combina resíduos de uva e óleo vegetal para criar sapatos confortáveis, há também peças onde é utilizada a Kapok orgânica, que provém da árvore indiana com o mesmo nome e que permite criar uma fibra macia que poupa 375 litros de água por cada camisola.

“A água é um problema gigante, com o algodão por exemplo, é mesmo grave porque se usam milhares de litros para fazer uma t- shirt, onde é que isto é sustentável?”, questiona. “Estamos muito focados em reciclar materiais e hoje 90% da empresa é sobre isso e os 10% é sobre materiais novos de baixo impacto que podem ser bons substitutos para os materiais atuais.”

Os novos materiais além do fio do mar, incluem resíduos de uva, fibra feita com cultura de milho e outra com Kapok orgânica ©Ecoalf/site

Como alternativa aos fios sintéticos convencionais, esta linha incorpora fios biopoliméricos como o Sorona®, que utiliza restos de culturas de milho, para utilizar menos combustíveis fósseis e dar um aspeto técnico às peças. Estas, por sua vez, são a base de um guarda-roupa, sendo o objetivo ir adicionando peças em cada estação a esta coleção 1.0.

A linha inclui as peças mais essenciais como casacões, saias, calças, sweaters ou vestidos, para que se possa criar um guarda-roupa seletivo e adicionar peças em cada estação que são únicas a essa nova coleção e facilmente combinadas com coleções anteriores graças ao seu design limpo e intemporal. Cada passo do processo foi criado com a intenção de maximizar os nossos recursos naturais. “Não há logos, as cores são mais sóbrias, investigámos muito mesmo para conceber estas peças e as novas fibras, foi um trabalho que deu frutos e que nos permite dizer que somos um exemplo de que a mudança é possível”, explica.

Mas os objetivos não ficam pela concretização de um sonho uma década depois de este nascer. Javier já está com ideias e planos para o próximo verão, e conta que, se tudo correr bem, chegará à Ecoalf uma coleção livre de microplásticos, que é ainda um dos problemas com os quais se debatem na hora de tentar reciclar roupa, para fechar o ciclo. Muito em breve chegará também a primeira linha de peças de mobiliário inserida “nisto que é a indústria circular”, diz Javier, que dá poucos detalhes sobre esta novidade, apenas que é um projeto sobre o ciclo de fim de vida de alguns materiais que ainda podem, afinal, ser “convertidos em novas peças.”

“Há muitos projetos ao mesmo tempo na Ecoalf e todos com muitos desafios, porque assim que começas a envolver-te mais e mais neste universo percebes que ainda há muitas falhas, há muita coisa que podes melhorar e outras tantas onde podes fazer realmente a diferença”, remata.

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