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A Comissão Europeia mostrou esta quinta-feira estar preocupada com o plano da FIFA de transformar o Campeonato do Mundo de Futebol num evento de dois em dois ano. A justificação prende-se com a disrupção do normal funcionamento dos calendários das equipas, do bem estar dos jogadores e do interesse dos adeptos.

Compartilho totalmente o ceticismo das associações nacionais de futebol europeias sobre a perspetiva de um  Mundial de futebol bienal”, disse Margaritis Schinas, vice-presidente da Comissão Europeia.

UEFA alerta para perigos de um Mundial a cada dois anos

“A Europa é o centro mundial do futebol e temos o dever de preservar um modelo que respeite o interesse dos adeptos, o bem-estar dos jogadores e a lógica geral do calendário desportivo global, não apenas os interesses comerciais”, concluiu.

Esta intervenção ocorre no momento em que a FIFA se encontra a realizar um estudo de viabilidade para avaliar o impacto de mudar a competição para um regime bienal, em vez de ocorrer a cada quatro anos.

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Este plano foi inicialmente proposto pela Arábia Saudita e apoiado pelo ex-técnico do Arsenal Arsène Wenger, obtendo também o apoio das federações nacionais de África e da Ásia. Contudo, de acordo com uma pesquisa realizada pela FIFA na semana passada, os fãs de futebol preferem o calendário de quatro anos.

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Num outro comunicado, também a UEFA disse que tem “sérias preocupações” sobre o plano da FIFA, e que pode representar “perigos reais” para o futebol — nomeadamente a desvalorização do campeonato, potencialmente prejudicando jogadores e tendo um impacto negativo em torneios femininos.

No início deste mês, a confederação sul-americana de futebol manifestou-se também contra o plano bienal do Mundial, e o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, disse que os países europeus poderiam boicotar o evento.

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