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O FC Porto sofreu na noite desta sexta-feira, em Barcelos, para vencer o Gil Vicente, num encontro que fica e muito marcado por ações individuais que, além de darem três pontos aos dragões, aumentam as séries de jogos que são bastante positivas. Primeiro, porque o FC Porto somou o 35.º jogo consecutivo sem perder na Primeira Liga, numa série que começou a 8 de novembro de 2020, numa receção ao Portimonense (vitória por 3-1) que foi antecedida da última derrota da equipa de Sérgio Conceição, uma semana antes no terreno do Paços de Ferreira, por 3-2 – naquilo que considerou ser um jogo de “viragem”.

Nem golos do meio-campo, nem bolas no ângulo evitam sofrimento em Barcelos (a crónica do Gil Vicente-FC Porto)

Na flash interview da SportTV após o encontro, Sérgio Conceição admitiu que “faltaram algumas coisas à equipa”. “Entrámos e fizemos um golo, aos 18′ podíamos ter marcado e aos 20′ sofremos um penálti. Naquela altura o resultado era justo porque o Gil Vicente criou perigo sempre que chegou à nossa defesa”, começou por dizer, acrescentando que a equipa “estava muito larga e a interpretar mal o que fazer em posse”. “O Gil Vicente em jogadores capaz de acelerar e estávamos alerta para isso. Faltou-nos alguma coisa”, admitiu sobre o primeiro tempo, que ficou marcando, além do golo do Gil Vicente, na recarga de uma grande penalidade, pelo grande golo de Taremi a inaugurar o marcador.

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Para o treinador portista, “na segunda parte a equipa foi mais próxima do que costuma ser e o resultado é totalmente justo”, um resultado que permite aos dragões chegar ainda ao 12.º jogo consecutivo fora de casa sem perder.

Apesar da obra de arte de Taremi, o jogo só ficou desbloqueado mesmo em cima do minuto 90, quando Sérgio Oliveira, saído do banco de suplentes para imprimir nova dinâmica na equipa, marcou um excelente golo de livre direto. Para Sérgio Conceição, a “qualidade individual vir ao de cima” está associada ao “trabalho como equipa”. “Hoje foi o Taremi e o Sérgio Oliveira e na semana passada foi o Luis Díaz e o Fábio Vieira. Mas é preciso darmos mais e sermos mais rigorosos e fiéis ao que somos como equipa. Se começamos a desvirtuar o que somos como equipa, fica mais difícil”, alertou.´

Num jogo em que manteve a juventude de Vitinha e Fábio Vieira, o técnico portista acabou por tirá-los ao mesmo tempo, justificando que “não foi por estarem mal”, mas porque a equipa “precisava de outras coisas no corredor central, daí ter entrado o Sérgio”.

“Parabéns a quem entrou, porque é sinal que temos um grupo forte e todos estão com o intuito de ajudar. E quando é assim, seja aos 9o’, aos 70′, ou quando for, acabamos por ser mais felizes. Para nós empatar não servia e conseguimos os três pontos que queríamos”, acrescentou, admitindo ainda que, o Liverpool a meio da semana para a Champions, há coisas que o treinador “não consegue controlar porque é difícil entrar na cabeça dos jogadores”. “Mesmo o meu discurso sendo totalmente focado no Gil Vivente, há coisas que não controlamos. Cada vez mais as equipas técnicas estão mais bem preparadas e os plantéis têm mais qualidade individual. Por isso, é preciso algo mais para ganhar. Eu tenho explicação para o porquê de por vezes sofrermos mais do que precisamos“, confessou.