O líder da CDU na Madeira, Edgar Silva, reivindicou domingo a capacidade da coligação PCP-PEV para manter a representação nas eleições autárquicas na região e salientou o “quadro de exigência” para a política madeirense nos próximos quatro anos.

“Valorizamos os resultados obtidos nos três concelhos prioritários e com mais população – Santa Cruz, Funchal e Câmara de Lobos -, onde a CDU mantém no essencial os resultados de há quatro anos. O concelho do Funchal é particularmente importante, por sermos a terceira força política, o que tem com uma força simbólica bastante significativa”, afirmou.

Em declarações à Lusa, o dirigente comunista defendeu que os resultados provisórios — 1,94% no contexto da região autónoma e 3,12% no Funchal — demonstraram “a capacidade de segurar uma base na região e, em particular, no Funchal”, salientando que foram alcançados “ao contrário do que tinham sido todas as projeções” antes das eleições.

Confrontado com o futuro para os próximos quatro anos, Edgar Silva admitiu um contexto de “grande exigência” e a importância de garantir a fiscalização do exercício do poder.

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“Há um desafio que agora é colocado face a um certo retrocesso político: a necessidade de encontrar formas de fiscalizar o poder, num combate político que vai ser muito difícil e em que estão em causa verbas muito importantes para o futuro da região”, sustentou, continuando: “Tudo faremos para assegurar exigência critica, consciência de vinculação às principais reivindicações da população do Funchal e um exercício de oposição que seja consequente”.

“As desigualdades sociais e as injustiças territoriais têm vindo a aumentar e a aplicação dos fundos públicos reveste-se de grande importância. Para que isso aconteça, vai ser necessária uma intervenção muito contundente e um agregar de competências muito forte por parte da oposição para garantir a coesão social e territorial”, finalizou.

Nas eleições autárquicas deste domingo, o líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, declarou a vitória do seu partido na região, ao reclamar a reconquista da Câmara Municipal do Funchal, anteriormente nas mãos do PS, e o triunfo em seis (Funchal, Porto Santo, Calheta, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e São Vicente) dos 11 concelhos madeirenses.