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A conferência de tecnologia e startups Web Summit vai voltar presencialmente a Lisboa e a mudança recente na liderança da Câmara Municipal não terá impacto. “É muito cedo para comentar [os resultados das eleições]”, diz Paddy Cosgrave, fundador e presidente executivo da Web Summit.

Não espero nenhum mudança [com a alteração da liderança da câmara”, diz Paddy Cosgrave.

Sobre Carlos Moedas, que irá ser o sucessor de Fernando Medina na Câmara de Lisboa, Paddy Cosgrave diz que o conhece “desde que era comissário europeu”, pelo que não espera conflitos nos trabalhos com o futuro líder da capital. Quanto à organização de um evento que, em 2018, o antigo executivo da autarquia e o Governo garantiram que ficará na cidade até 2028, afirma que nada mudará.

A Web Summit está fortemente comprometida com Portugal (…) Estamos completamente aqui”, disse Paddy quanto à possibilidade do evento sair da cidade antes de 2028.

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Relativamente a Fernando Medina, Paddy afirmou que considera que foi “um excelente presidente” durante os “muitos anos” em que trabalharam em conjunto. Mesmo assim, não adiantou se desde domingo já falou ou não com o líder derrotado ou com Carlos Moedas.

Web Summit espera receber 40 mil pessoas

Paddy Cosgrave falou esta terça-feira numa conferência de imprensa que contou com a presença do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e do Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo — mas não com a do ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (o evento já estava marcado antes de se saber o resultado da eleição sem a confirmação da presença do autarca). Neste evento, foram revelados mais detalhes sobre a edição da Web Summit deste ano — como a expetativa de ter 40 mil participantes (inicialmente, estavam previstos 10 mil).

Evento irmão da Web Summit estima ter 40 mil pessoas online. Medina e Moedas entre os oradores do Collision

Depois da edição de 2020 ter decorrido de forma totalmente online devido à pandemia de Covid-19, o evento de tecnologia vai voltar a ser presencial à Feira Internacional de Lisboa (FIL) e ao Altice Arena e decorrerá entre 1 e 4 de novembro. Contudo, e de forma a evitar novos surtos, a organização garante que vai exigir certificado de vacinação ou um teste negativo à Covid-19 feito até, no máximo, 72 horas antes, a todos os participantes.

Esperamos agora o máximo de 40 mil pessoas de todo o mundo”, refere Cosgrave.

Ao todo, e mesmo com as restrições sanitárias, a organização do evento espera “receber 40 mil pessoas já este ano” — em 2019 foram mais de 70 mil. Paddy Cosgrave disse ainda que a “Web Summit está a trabalhar de forma próxima com o Governo e com a DGS (Direção-Geral da Saúde)”. Contudo, há pormenores que ainda não estão decididos devido à entidade de saúde ainda não os ter definido, adiantou.

Web Summit: evento vai ser presencial este ano em Lisboa

Quanto a outros eventos que têm feito parte desta conferência, como a Night Summit, também haverá mudanças. “Acho que ninguém concorda que muita gente esteja no mesmo recinto”, afirmou. Por isso, vai ser “dividida” por vários estabelecimentos, adiantou o responsável.

Web Summit é “claramente uma aposta vencedora”

Na mesma conferência, o ministro Siza Vieira disse que o evento “será uma hipótese para mostrar o nosso novo pacote de apoio ao turismo e à modernização”. “É claramente uma aposta vencedora”, adiantou.

Esta é uma aposta vencedora, em 2019 tivemos 70 mil visitantes, um impacto sobre a procura interna de cerca de 72 milhões de euros e um impacto sobre a receita fiscal nacional de 24,9 milhões de euros”, diz Siza Vieira.

O governante afirmou também que “a colaboração” entre o Governo e a Web Summit tem sido “muito positiva para o país”. Além disso, referiu que a conferência “será uma hipótese para mostrar o novo pacote de apoio ao turismo e à modernização”.

Para justificar esta afirmação, Siza Vieira referiu que o seu ministério pediu um estudo à Universidade do Minho. De acordo com a análise feita, o evento tem contribuído bastante para estimular o ecossistema de empreendedorismo do país, disse o ministro.

O responsável do governo frisou também que “o impacto económico da Web Summit vai muito além” de “números diretos” e afirmou: “Estamos muito entusiasmados com a possibilidade dos primeiros dias de novembro”.

Na mesma declaração, Siza Vieira referiu ainda que, dependendo do sucesso desta próxima edição, espera “ter condições para realizar a primeira assembleia geral da Europe Startup Nations Alliance“.

União Europeia cria tratado e aliança para as startups serem mais competitivas

Este ano, além do primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estão também confirmados oradores como a comediante Amy Poehler, o presidente da Microsoft Brad Smith, a comissária europeia Margrethe Vestager, a apresentadora Cristina Ferreira e o jogador de futebol Gerard Pique. Juntamente com os outros mil oradores, vão juntar-se a cerca de 1.250 startups, 1.500 jornalistas e mais de 700 investidores que a organização espera receber.

Quanto aos oradores, Paddy Cosgrave afirmou que esta ano está a ser feito “um esforço” para “ter mais fundadores. “Se se olhar para a Web Summit desde o início, tivemos empresas como a Revolut ou a Uber quando ainda estavam em fases iniciais”, disse o responsável. Por isso, quer cativar mais empreendedores no início de um projeto e “menos oradores que já foram presidentes executivos”.

Além de Toronto e Lisboa, onde a Web Summit se realiza desde 2016, a conferência tem versões análogas noutros países. Na Ásia, a empresa de Paddy Cosgrave está por detrás do RISE, que já decorreu durante cinco anos em Hong Kong e vai realizar-se em Kuala Lumpur, na Malásia, em 2022.

Web Summit vai ter evento em Tóquio em 2022. E outro no Brasil

Recentemente, a organização da Web Summit revelou que vai abrir escritórios em Tóquio, no Japão, em antecipação de um evento com o mesmo nome que vai realizar-se aí em setembro de 2022. Além disso, em 2022, a organização quer também promover um evento semelhante no Brasil.