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A Hyundai criou a submarca Ioniq para os seus eléctricos de nova geração, de que o 5 é o primeiro representante, mas a que rapidamente se juntarão outros, pois a marca sul-coreana está apostada em conquistar uma posição de liderança no domínio dos veículos eléctricos, sejam eles a bateria (BEV) ou alimentados com a electricidade gerada a bordo por meio de uma célula de combustível a hidrogénio. Sendo públicos estes planos, criou-se a expectativa de que o Kauai Electric, no final do seu ciclo de vida, seria retirado do mercado e substituído por outro SUV subcompacto sob a chancela da Ioniq. Mas parece que, afinal, pode não ser bem assim.

De acordo com um site sul-coreano, a segunda geração do Kauai já está em preparação. Poderá surgir já em 2023 e continuará, tal como até aqui, a integrar na oferta uma versão exclusivamente a bateria, sem qualquer relação com a submarca Ioniq que, recorde-se, foi criada como sendo a face de “toda a estratégia da marca para novos carros eléctricos”. A ofensiva começou com o Ioniq 5, a que se seguirão o Ioniq 6, com base no concept Prophecy, e o Ioniq 7, respectivamente em 2022 e 2023. Será eventualmente no início deste último ano que a nova geração do Kauai será apresentada, para que a introdução comercial ocorra ainda antes do final de 2023. A informação veiculada pelo Aju Economy não foi confirmada pela marca, mas também não foi desmentida, sendo certo que este cronograma até se encaixa na linha de produto da outra marca do grupo, a Kia, cujo novo Niro está previsto para 2022.

O mesmo meio refere ainda que, no primeiro semestre de 2022, a Hyundai vai deslocar a produção do Kauai, no complexo fabril de Ulsan (Coreia do Sul), da fábrica nº 1 para a n.º 3. Deduz-se que a medida visa o incremento da produção do Ioniq 5 que recorre a uma plataforma específica para veículos eléctricos, a E-GMP, ao contrário do que acontece com o Kauai. Na nova linha, assim que a produção estabilizar, a marca espera conseguir produzir 80 mil unidades/ano do seu crossover subcompacto.

Seria ainda importante clarificar, entretanto, a questão das baterias. Recorde-se que a imagem da marca foi afectada por acumuladores defeituosos e erros no software de gestão das baterias, o que originou vários incêndios e acabou por obrigar a Hyundai, para conter danos reputacionais em vésperas do lançamento do Ioniq 5, a optar por mudar as baterias de 75 mil Kauai Electric, retirando ainda esta variante do mercado doméstico, apenas três anos após a sua introdução. A LG Chem, que forneceu as baterias problemáticas, assumiu uma parte significativa da culpa, o que se traduziu pelo pagamento de 70% das despesas relativas ao recall, mas o contrato que a une à Hyundai não foi denunciado. Mais, fonte não identificada citada pela publicação sul-coreana, frisa que “será difícil para a Hyundai excluir completamente os produtos da LG Chem da segunda geração Kona Electric devido ao contrato existente.”

Na Europa, o restyling do Kauai Electric chegou aos concessionários no início deste ano. O pequeno SUV passou a ser produzido na República Checa e as baterias são fornecidas pela SK Innovation, pelo menos na versão mais potente (204 cv, bateria de 64 kWh úteis e 484 km de autonomia).

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