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Pessoas inicialmente imunizadas com a vacina de dose única da Janssen (a farmacêutica da Johnson & Johnson) têm uma resposta imunitária mais forte se receberem uma dose de reforço com vacinas da Moderna ou da Pfizer do que com uma repetição da própria Janssen, de acordo com um estudo preliminar realizado pelas autoridades públicas dos Estados Unidos.

Segundo a agência Reuters, este é apenas o mais recente sinal contra a possibilidade de usar a vacina da Janssen como dose de reforço nos Estados Unidos, numa altura em que a FDA (o regulador norte-americano do medicamento) levanta dúvidas sobre se os dados usados pela farmacêutica para sustentar essa possibilidade são suficientes.

O estudo levado a cabo pelas autoridades públicas norte-americanas envolveu mais de 450 participantes vacinados — e a conclusão é que a mistura de tipos de vacina conduziu a um reforço da resposta imunitária.

Esta semana a FDA deverá pronunciar-se sobre a possibilidade de ser distribuída de modo genérico pela população norte-americana uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Moderna e da Janssen.

No caso europeu, a Agência Europeia de Medicamentos, pronunciando-se em específico sobre a vacina da Pfizer, já veio dizer que ainda é cedo para uma recomendação genérica neste sentido. Em Portugal, está a ser dada uma terceira dose (com a vacina da Pfizer) a pessoas com problemas de imunossupressão e, de modo mais abrangente, a idosos com mais de 65 anos ou residentes em lares.

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