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Continua a haver alunos que ainda não receberam os seus manuais escolares por causa das dificuldades que se estão a registar na impressão e distribuição destes livros, mesmo já tendo passado um mês desde o início do ano letivo.

A notícia é avançada esta sexta-feira pelo Público, citando uma resposta da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Segundo a APEL, os casos que ainda se registam serão “em menor número”, havendo a convicção de que o problema será resolvido “muito em breve”, apesar das circunstâncias “excecionalmente adversas” que se terão registado neste processo.

Num comunicado emitido a 18 de agosto, a APEL explicava o problema: o prolongamento do ano letivo em duas semanas, graças à pandemia, atrasou a emissão dos vouchers para os manuais escolares gratuitos, que só aconteceu em agosto, “deixando assim um escasso período de tempo para a impressão e distribuição dos livros escolares”.

Tudo porque, graças à tal alteração do calendário, as editoras tiveram de esperar pelo balanço, feito pelo Ministério da Educação, sobre os números de vouchers que seriam emitidos para cada ano de escolaridade, o que acabou por fazer arrastar todo um processo que é “extremamente complexo” e “chega a mais de 600 mil famílias”, prossegue a APEL.

Desde o ano letivo de 2016/2017 que começou a implementar-se a gratuitidade dos manuais, que começou por se aplicar ao 1º e 2º ciclo (só na rede pública, o que inclui colégios com contratos de associação) e acabaria, no Orçamento do Estado para 2019, por se estender até ao 12º ano.

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Este ano, dependendo do nível de ensino, as famílias tiveram de esperar até 16 de agosto ou 23 de agosto para levantarem os seus vouchers, que ficam disponíveis numa plataforma online, um por disciplina. Os manuais que são entregues podem ser novos ou reutilizados.