O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, defendeu esta sexta-feira que é preciso preparar a economia para uma nova tendência de crescimento estrutural.

Nós devemos preparar a nossa economia para uma nova tendência de crescimento estrutural. Os crescimentos de 5%, 10%, 3% e 4% que vamos ter não vão ficar lá”, afirmou Mário Centeno, que falava após um almoço da Câmara do Comércio Americana em Portugal.

Segundo o antigo ministro, Portugal vai assim começar a crescer em valores mais próximos daquilo que será a nova tendência. Assim, é necessário preparar a economia para responder a “este desafio”, acrescentou.

Abrangência das moratórias foi decisão “muito acertada”

Mário Centeno, afirmou que a decisão de Portugal dar às moratórias uma “abrangência muito maior” do que a dos outros países foi “muito acertada”.

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As moratórias, em Portugal, tiveram uma abrangência muito maior do que nos outros países europeus. Foram mais longas. Acho que isso foi uma decisão muito acertada”, afirmou Mário Centeno, que falava após um almoço da Câmara do Comércio Americana em Portugal.

Congratulando-se com esta decisão, Centeno acrescentou ainda que um dos próximos desafios com os quais Portugal se vai deparar é a poupança, que está “muito ligado” à estabilidade financeira.

Subida dos combustíveis “aparentemente descontrolada”, mas temporária

Mário Centeno, referiu que o aumento dos preços, nomeadamente dos combustíveis, deverá ser temporário, apesar de “aparentemente descontrolado”, lembrando que o petróleo negociou a preços negativos durante a crise.

“As análises, a nível europeu, dizem-nos que os efeitos são temporários e de natureza fiscal […]. Quero recordar que se transacionou petróleo a preços negativos durante a crise”, Mário Centeno, que falava após um almoço da Câmara do Comércio Americana em Portugal.

Contudo, segundo apontou, assiste-se agora a uma reversão deste cenário “a uma escala significativa e só aparentemente descontrolada”.

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