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Há muito que se espera uma revolução nas baterias de iões de lítio, algo que consiga tornar os acumuladores mais baratos, enquanto se incrementa a sua densidade energética, ou seja, a capacidade de armazenar energia por unidades de volume ou de peso. Mas a verdade é que ainda se continua à espera dessa revolução.

Em 2008, ano em que os primeiros modelos eléctricos a bateria começaram a surgir no mercado, ainda que timidamente, o kWh de capacidade das baterias tinha um custo aproximado de 1000 dólares, uma fortuna que só não parecia tão grave por a capacidade das baterias ser mínima à época. Cinco anos depois, em 2013, o valor tinha baixado para apenas 300 dólares, o que representa uma quebra de 70%.

Evolução do preço das baterias por kWh (fonte: Departamento de Energia dos EUA)

A partir daí, a redução do preço do kWh continuou a cair. Mas a evolução das características das baterias absorveu parte dos ganhos, pelo que se a curva continuava a ser descendente, fazia-o de forma menos vigorosa. Daí que, em 2021, se estime que o custo por kWh no mercado seja de cerca de 150 dólares. Isto significa uma redução de 50%, mas durante 8 anos, o que confirma estarmos perante uma desaceleração notável.

No total, o preço do kWh das baterias caiu 85% em 13 anos, sempre graças ao incremento do volume de produção e de pequenas evoluções da tecnologia, pelo que continua a esperar-se a tal revolução há muito anunciada. Esta pode ser conseguida à custa das baterias sólidas, de novos eléctrodos revolucionários, mas será o salto há muito prometido para baterias com maior capacidade e, simultaneamente, com custos menores, menos volume e menos peso.

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