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Jorge Jesus não convocou Vlachodimos, Otamendi, Lucas Veríssimo, Diogo Gonçalves, Grimaldo, Rafa, Gedson e Darwin. Na hora de escolher o onze inicial, deixou Weigl, João Mário e Yaremchuk no banco. Tudo espremido e, na antecâmara da visita ao Trofense, o treinador do Benfica deu a entender principalmente uma coisa: queria poupar a equipa para a receção ao Bayern Munique, na próxima quarta-feira, a contar para a Liga dos Campeões.

Quando há problemas, é só chamar André Almeida, o faz-tudo que até já faz golo (a crónica do Trofense-Benfica)

Tudo o que Jesus quis, porém, saiu ao lado. O treinador encarnado acabou por lançar Weigl, João Mário e Yaremchuk no decorrer da segunda parte para ir atrás do segundo golo, foi surpreendido pelo prolongamento que fez com esses três jogadores jogassem mais do que o desejável e ainda viu habituais titulares, como Vertonghen ou Everton, atuarem durante 120 minutos. Para além de tudo isso, ficou sem Gil Dias e Lázaro, ambos substituídos por lesão, assistiu às claras dificuldades físicas de Gilberto e Morato nos últimos instantes.

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“Esperava dificuldades mas também esperava mais do Benfica”, começou por dizer Jesus na flash interview. “Estas duas semanas sem competição, com jogadores fora da equipa, notaram-se hoje. A equipa deixou de estar focada. O Trofense também teve mérito. Esteve bem defensivamente e ainda conseguiu fazer um golo. O Benfica teve duas ou três oportunidade para ir para o intervalo a vencer por 3-0. O Trofense acreditou e levou o jogo para prolongamento. O objetivo era passar esta eliminatória, isso foi conseguido, mas não foi com aquela qualidade que o Benfica tem apresentado até hoje, até ao jogo com o Portimonense. A Taça tem destas surpresas, o Benfica não foi surpreendido porque ganhou. Nem tudo foi bom para o jogo de quarta-feira. Houve jogadores que eu não queria que jogassem tanto tempo, como o Jan [Vertonghen], até porque vamos jogar contra uma das melhores equipas do mundo”, acrescentou o técnico, reconhecendo depois que ficou surpreendido com as dificuldades físicas de Morato e Gilberto, dois jogadores que têm sido utilizados.

“Os jogadores com menos minutos não saem com nota positiva. Não esperava que o Morato e o Gilberto tivessem tanta dificuldade na fase final, até porque são jogadores que têm jogado. Dos que jogaram de início, talvez o Everton tenha sido o jogador que esteve mais próximo do que costuma e do que consegue fazer. Os jogadores que joga mais estão mais preparados. Os jogam menos estão menos e este jogo ajudou a que esses que têm menos competição tenham um pouco mais”, terminou Jorge Jesus.

Também na zona de entrevistas rápidas, André Almeida, o elemento que fez o golo decisivo, reconheceu que o momento foi importante “a nível pessoal”. “Por todo o processo que passei. Faz amanhã um ano que me lesionei, foram os meus primeiros 120 minutos passado um ano e estou muito feliz por me sentir cada vez melhor fisicamente. Espero que com o meu crescimento possa ajudar a equipa, como fiz neste jogo”, disse o lateral.