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Não foi uma semana polémica, mas a sexta-feira cheia de entrevistas por todos os jornais desportivos catalães de Josep Maria Bartomeu, antigo líder dos catalães, veio novamente trazer ao de cima alguns dos problemas do Barcelona ou, pelo menos, as discussões dos mesmos. Problemas desportivos, problemas institucionais e, como bem se sabe pela saída de Messi, problemas financeiros.

No entanto, nesse mesmo dia, foi apresentada a renovação do prodígio espanhol Pedri, que assinou um novo contrato e ficou com uma cláusula de rescisão que poucos clubes irão certamente pagar: mil milhões de euros.

Pedri renova até 2026 e fica com cláusula de rescisão de mil milhões de euros, a mais alta de sempre no Barcelona

Pedri não podia jogar este domingo na receção ao Valencia de Gonçalo Guedes, que foi titular, e de Hélder Costa, que entrou no fim do encontro, mas os seus colegas estavam mais do que obrigados a ganhar, depois de nos dois últimos jogos os blaugrana terem perdido: 3-0 frente ao Benfica, na Luz, para a Liga dos Campeões, e 2-0 contra o Atlético Madrid, na capital espanhola, na última jornada da La Liga.

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O Valencia era então uma oportunidade para dar um pontapé na crise, mas foi um remate de Gaya, capitão dos visitantes, que colocou o Barcelona a perder muito cedo, logo aos 5′, num grande remate.

Não ganhar era dramático para o Barça, que conseguiu ainda na primeira parte virar o resultado, através de um belo golo de Ansu Fati, aos 13′, e depois aos 41′, numa grande penalidade marcada por Depay.

A equipa de Gonçalo Guedes, que realizou uma boa exibição, foi chata, mandou bolas aos ferros e obrigou ter Stegen a excelentes intervenções, mas foi Coutinho, saído do banco, a confirmar a vitória e a estabelecer o 3-1 final, aos 85′.

O Barcelona volta às vitórias dois jogos depois, com o Valencia, que até venceu os primeiros quatro jogos do campeonato, a não vencer os quatro seguintes (agora cinco), ou seja, há um mês que não sai de um encontro com os três pontos, apesar de hoje ter dado boa réplica em Camp Nou.