Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O compromisso foi feito em 2019 e os Coldplay estão empenhados em honrá-lo: prometeram que as suas tournées seriam tão benéficas quanto possível para o ambiente e agora, com o anúncio de mais uma digressão mundial, chega a confirmação que o espectáculo vai ser alimentado com energia limpa. Nada de geradores com combustíveis fósseis, porque o palco da sustentabilidade já tem um “artista” convidado. Nem mais nem menos que o BMW i3 ou, melhor, mais de 40 baterias já usadas no compacto germânico (recicladas) e que ganham aqui uma segunda vida, como fonte de alimentação do espectáculo.

E porque de pouco serviria banir os antigos geradores, se a electricidade que vai alimentar as baterias do i3 fosse proveniente de fontes poluentes, o anúncio sublinha que a electricidade injectada nos acumuladores será exclusivamente fornecida por fontes renováveis, podendo ir desde painéis fotovoltaicos, passando por piso cinético até geradores a trabalhar com óleo vegetal hidrotratado (HVO, sigla para Hydrotreated Vegetable Oil), considerado um gasóleo “verde” na medida em que, face ao diesel convencional, emite 50 a 90% menos de gases de efeito estufa, além de reduzir em 33% o material particulado fino, em 30% os hidrocarbonetos, em 24% o monóxido de carbono e em 9% os óxidos de azoto. O que se consegue porque este combustível renovável é produzido com recurso a óleos vegetais em contacto com hidrogénio a alta pressão.

Segundo a BMW, os próprios espectadores encontrarão bicicletas onde podem pedalar e, com isso, gerar energia para abastecer as baterias do i3, havendo ainda a promessa, por parte dos Coldplay, de que será plantada uma árvore por cada bilhete vendido.

A parceria da BMW com a banda britânica surgiu no lançamento dos eléctricos iX e i4, cuja campanha tem como música “Higher Power”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR