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O padre de 46 anos suspeito de ter assediado sexualmente um jovem de 14 anos levantou dois mil euros da conta da paróquia pertencente à Diocese de Viseu após ter sido suspenso, informa esta quarta-feira a TVI, numa notícia avançada pelo JN.

Impedido de assumir qualquer cargo na diocese desde agosto, o padre fez dois levantamentos — um de 1500 euros e outro de 600 euros no mês de setembro. A Comissão Fabriqueira de São João de Lourosa, responsável por gerir as contas da paróquia, comunicou o sucedido ao Bispo de Viseu e exige o dinheiro de volta.

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“Foi um bocadinho em cima da data em que saiu”, indicou fonte da Comissão Fabriqueira ao JN que avançou com a notícia. Outro elemento da paróquia sublinha que o sacerdote tinha o controlo total das contas: “Ele mandava e pagava-se a si próprio”.

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O padre está a ser investigado pelo Ministério Público pelo envio de mensagens de cariz sexual a um menor. Além disso, o pároco terá também tentado apalpar e beijar o adolescente de 14 anos durante um almoço, em que também estava presente o pai do jovem.

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O telemóvel e o computador do pároco já foi entregue à Polícia Judiciária e terão sido encontradas imagens suspeitas, sabe a TVI. Na segunda-feira, e para “memória futura”, o jovem de 14 anos prestou declarações a um juiz de instrução criminal sobre o sucedido.

Nas redes sociais, o padre anunciou que não se vai pronunciar sobre o assunto, porque o silêncio é “o maior e melhor aliado da inocência e da justiça”. “Apetecia dizer em bom português vão chamar pedófilo à p*** que os pariu… mas sou educado, sempre fui e sempre serei”, escreveu ainda.

Padre de Viseu suspeito de enviar mensagens de teor sexual a menor de idade diz que é inocente

A Diocese de Viseu garantiu ter cumprido “todos os passos e os procedimentos legais”, seguindo as orientações delineadas pelo “Papa Francisco” “e as diretrizes da Conferência Episcopal Portuguesa”.