A segunda reunião ministerial conjunta entre União Africana (UA) e União Europeia (UE), agendada para a próxima semana no Ruanda, vai preparar a cimeira UE-África, prevista para fevereiro de 2022 após vários adiamentos devido à pandemia da Covid-19.

A reunião ministerial, que será copresidida pelo presidente do Conselho Executivo da UE, o vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia da República Democrática do Congo, Christophe Lutundula Apala, e pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, decorrerá entre segunda e terça-feira, em Kigali, com um encontro ao nível de ministros dos Negócios Estrangeiros previsto para o segundo dia.

Um porta-voz comunitário disse esta quarta-feira à Lusa que “esta reunião ministerial será fundamental para o reforço da cooperação entre a União Africana e a União Europeia”, pois “passará em revista os progressos realizados desde a cimeira de Abidjan, celebrada em 2017, e constituirá uma oportunidade de trocas de pontos de vista sobre as “perspetivas a curto, médio e longo prazo da parceria, tendo em vista a próxima cimeira”.

A próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE e da UA, a sexta, inicialmente marcada para 2020, está agora agendada para fevereiro de 2022 em Bruxelas, depois de sucessivos adiamentos devido à pandemia da Covid-19, que impediram designadamente a sua celebração durante a presidência portuguesa do Conselho da UE no primeiro semestre deste ano, após as primeira e segunda cimeiras terem sido celebradas com Portugal ao leme da UE, em 2000, no Cairo, e em 2007, em Lisboa.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A mesma fonte indicou que as discussões em Kigali centrar-se-ão na cooperação UA-UE no reforço da resiliência, paz, segurança e governação, e migração e mobilidade“, assim como na parceria entre as duas partes tendo em vista a “mobilização de investimentos para a transformação estrutural sustentável africana e no investimento nas pessoas”, designadamente nas áreas da educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento de competências.

A crise da Covid-19 e a solidariedade internacional a nível de vacinas deverão também ser abordadas no encontro de Kigali, indicaram outras fontes.