Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Sp. Braga repetia esta quinta-feira no campo dos búlgaros do Ludogorets um jogo de 2017/2018, época em que os bracarenses defrontaram este mesmo adversário, também na fase de grupos da Liga Europa, mas na altura as coisas não correram bem aos minhotos, que foram derrotados em casa por 2-0 e empataram fora a uma bola. Para o jogo desta tarde havia um objetivo claro além, obviamente da vitória: não sofrer golos. Isto porque a equipa portuguesa sofre golos fora de casa para a Liga Europa há oito jogos, uma estatística que Carlos Carvalhal e os seus jogadores queriam certamente contrariar

Mas, por outro lado, havia outras tendências para o Sp. Braga manter, como o facto de não perder há cinco jogos e só saiu derrotado de um dos últimos nove, precisamente para a Liga Europa, no campo do Estrela Vermelha (1-2). Outro dado que era simpático para as aspirações bracarenses era o facto de o Ludogorets ter números para esquecer na liga Europa, ao perder nove dos últimos dez encontros e não ganhando há já catorze.

Para o treinador Carlos Carvalhal, o adversário é “uma equipa boa e equilibrada”, lembrando ainda que “o Sp. Braga nunca venceu na Bulgária, mas o ano passado venceu na Ucrânia, onde também ainda não tinha conseguido e conseguiu-se matar esse borrego”. Ainda antes do encontro, a menos de uma hora do jogo, Carvalhal falou à Sport TV e sobre a disposição tática da equipa, que contava esta tarde com o regresso de Sequeira. Se são três ou quatro defesas, o treinador diz que “depende da perspetiva”. “A equipa vai defender a quatro, mas é variável, porque temos várias dinâmicas defensivas para alterar em função do adversário. Quando tivermos a bola não vai ser a quatro, vai ser o habitual, chamemos ‘dois mais um’, mas estamos preparados para ajustar”, afirmou.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

E depois de Iuri Medeiros acertar no poste logo aos 6′, foi preciso apenas mais um minuto para se ver a dinâmica bracarense. A bola começou no central Paulo Oliveira, à direita, que soltou no meio, com a bola a ir para a Galeno, na esquerda, que encarou no 1×1 com a defesa. A toda a velocidade por trás do brasileiro passou então Sequeira, o lateral/central/ala, que recebeu o esférico e cruzou para trás. Ricardo Horta rematou forte e de primeira com o pé esquerdo e a bola entrou rente ao primeiro poste. Excelente jogada do Sp. Braga para o 1-0, que demonstrou a qualidade da equipa comparativamente com o adversário, que até assustou através do português Josué que colocou a bola na baliza de Matheus, mas estava fora de jogo. Seguiam então os bracarenses em vantagem.

O Ludogorets tentou então ir atrás do resultado e os bracarenses mostraram-se um pouco permeáveis ao nível do meio campo e da pressão, mas a verdade é que os búlgaros apenas assustaram uma vez e num remate que foi à figura de Matheus. Entre até sensivelmente aos 35′, a equipa da casa não dominou o jogo, mas conseguia ter a bola ou recuperá-la rapidamente, até o Sp. Braga estabilizar nos minutos finais.

E estabilizar foi palavra de ordem, porque na segunda parte a equipa de Carlos Carvalhal voltou a segurar bem o jogo e sai da Bulgária com uma vitória importante. Pegando nas palavras do treinador, mais um “borrego” que já não existe.