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Esta quinta-feira ficará marcada por um conjunto de protestos contra o preço dos combustíveis. O dia de manifestação começa com um “buzinão” na Ponte 25 de Abril, a que se seguirão concentrações da parte da tarde na rotunda do Saldanha, em Lisboa, e na Avenida dos Aliados, no Porto.

Um dos responsáveis da Associação Democrática de Utentes da Ponte 25 de Abril, responsável pelo protesto na Ponte, classificou à TVI24 o atual preço dos combustíveis como “um roubo”. “Vamos supor que agora pego no meu carro, saio de casa e vou a Alcântara. São 20 euros de gasolina, mais portagens”, afirmou, considerando a situação “insustentável”.

Por volta das 10h, a PSP pediu aos membros da Associação que abandonassem o local onde estavam com cartazes a pedir aos condutores para buzinarem, alegando que não foi pedida autorização para a manifestação. “O cartaz não pedia às pessoas para serem agressivas”, lamentou-se Aristides Teixeira, um dos organizadores, em declarações à Rádio Observador, sublinhando que este era um protesto “com civismo”. Os organizadores foram identificados pela polícia.

Em Vila Real também decorreu um “buzinão” esta manhã. À mesma cadeia de televisão, um dos manifestantes explicou que o motivo do protesto é o descontentamento com o valor a que estão os combustíveis: “É muito complicado ver as pessoas a ir à bomba e só meterem 5 ou 10 euros, porque não têm dinheiro”, disse o empresário. As críticas são dirigidas sobretudo ao Governo, devido ao nível de impostos. “Impostos acima de 10% são um roubo”, desabafou o mesmo empresário.

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A agenda do dia foi confirmada à Rádio Observador por Tomé Cardoso, um dos organizadores deste dia de manifestações. O responsável — que está ligado ao grupo de Facebook “Greve aos Combustíveis”, com mais de meio milhão de seguidores que protesta contra o preço dos combustíveis — disse prever uma “enchente de pessoas”, mas garantiu que não haverá qualquer “descontrolo” e que tudo decorrerá “de forma ordeira”.

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“O direito à manifestação é um direito de todos nós e é um direito que queremos exercer com cidadania”, afirmou o organizador, acrescentando que as manifestações estão legalmente autorizadas.