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No novo-velho clube, estreou-se a bisar perante os adeptos do Manchester United, conseguiu marcar em todos os jogos da Liga dos Campeões (com dois dos golos nos minutos finais a valerem mais quatro pontos à equipa) e bateu todos os recordes a nível de vendas como uma das formas de amortização do negócio com a Juventus. Por Portugal, ultrapassou o número de golos de Ali Daei e tornou-se o melhor marcador de sempre de seleções – sendo que na Champions, além de melhor marcador, passou também a ser o jogador com mais encontros e vitórias. Para Ronaldo, mesmo aos 36 anos, nenhum jogo é apenas um jogo. E é dentro desse espírito que promete manter-se, seja no clube, seja na Seleção Nacional que não pensa deixar.

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Em entrevista à Sky Sports, na antecâmara de mais um jogo grande dos red devils em Old Trafford agora contra o Liverpool, o avançado recusou de forma liminar a possibilidade de deixar de representar a equipa de Portugal para prolongar a carreira a nível de clubes, explicando o que pode mudar para esse cenário.

“Abdicar da carreira internacional na Seleção? Mas porquê? Acredito que ainda não chegou a minha hora. Não se trata daquilo que as pessoas querem mas sim daquilo que eu quero. Quando não me sentir capaz de correr, de driblar, de rematar, quando já não tiver força, aí… Mas ainda tenho isso em mim, por isso quero continuar, ainda me sinto motivado”, começou por referir o número 7 a esse propósito.

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“Motivação é a palavra principal. Sentir-me motivado, fazer as pessoas felizes e a minha família também, tal como os adeptos e a mim mesmo. Quero colocar o nível ainda mais alto. Falas de Portugal mas na Liga dos Campeões sou o melhor marcador, o jogador que tem mais vitórias, que fez mais assistências… tudo! Mas quero continuar. Gosto de jogar e sinto-me bem a fazer as pessoas felizes”, salientou ainda.

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Em paralelo, e apesar do momento mais conturbado que o conjunto de Manchester atravessa com apenas três vitórias nos últimos oito jogos e todas a recuperar de desvantagens e/ou com golos nos minutos finais (como voltou a acontecer com a Atalanta, encontro em que o português sentenciou a reviravolta aos 81′), CR7 mostrou confiança no futuro da equipa e do clube, falando ainda do entrosamento necessário.

“Estamos num momento em que o Manchester United fez algumas mudanças. Contrataram-me a mim, ao Varane, ao Sancho. A adaptação demorará tempo, mesmo no nosso sistema de jogo, mas creio que, passo a passo, temos de colocar na cabeça que tudo é possível. Não falo das questões individuais porque coloco sempre o coletivo em primeiro lugar. Todos sabem o meu papel, tanto na equipa como no clube: marcar golos, ajudar a equipa com a minha experiência e conhecimento do jogo. Se todos pensarem desta forma, se se sacrificarem pela equipa, creio que seremos uma equipa melhor. Temos adeptos fantásticos a apoiar-nos, um fantástico estádio, uma equipa fantástica, por isso temos de continuar”, analisou.