O movimento ambientalista ‘Fridays for Future’ convocou para esta sexta-feira mais uma nova greve climática estudantil com cerca de 1.500 ações em vários pontos do mundo, incluindo protestos em nove localidades portuguesas.

Com o objetivo de pressionar os decisores políticos a agir face às alterações climáticas, estudantes de todo o mundo voltam a fazer greve às aulas, num movimento que começou em 2018 com a jovem ativista sueca Greta Thunberg.

Em Portugal, estão marcadas ações para Alcácer do Sal, Algarve, Braga, Caldas da Rainha, Guimarães, Lisboa, Leiria, Porto e Santarém.

A concentração em Lisboa está marcada para as 10h00 na escola António Arroio, enquanto no Porto os manifestantes se reúnem às 15h00 na Avenida dos Aliados.

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Em 2018, a ativista Greta Thunberg impulsionou as greves estudantis ao faltar durante várias semanas às aulas para protestar contra a falta de ação climática em frente ao parlamento sueco, local onde regressa agora para a manifestação desta sexta-feira.

A última greve climática global realizou-se em 24 de setembro e juntou cerca de 800 mil pessoas em mais de 1.500 cidades, segundo o balanço do ‘Fridays for Future’.

Na página do movimento global que promove as iniciativas, o ‘Fridays for Future’ escreve que os estudantes não têm outra escolha: “Estamos a lutar pelo nosso futuro e pelo futuro dos nossos filhos. Fazemos greve porque ainda há tempo para mudar, mas o tempo é essencial”.

O objetivo é unir as pessoas em torno da ciência e pressionar os decisores políticos a fazê-lo também e a agir em função da evidência científica.

Entre as medidas reclamadas, o ‘Fridays for Future’ quer manter o aumento da temperatura global 1,5°C abaixo dos níveis pré-industriais, assegurar a justiça e equidade climáticas e ouvir a ciência.

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A organização que promove os protestos em Portugal, a Greve Climática Estudantil, culpa o “sistema sociopolítico atual, de exploração e opressão e baseado no mito de que é possível ter um crescimento económico infinito num planeta com recursos finitos”.

Em comunicado, o movimento defende que “não basta cortar emissões, é necessária uma abordagem sistémica e aos valores sociais contemporâneos, sendo necessário que esta crise seja tratada como um eixo central na política“.