A portuguesa Maria Martins foi esta quinta-feira a quinta classificada no concurso olímpico do omnium do Campeonato do Mundo de ciclismo de pista, a decorrer até domingo em Roubaix, França.

A ciclista lusa, que foi sétima nesta disciplina nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ainda sonhou com nova medalha em Mundiais, depois de em 2020 ter sido terceira no scratch, mas uma movimentação no final retirou-a do pódio.

Antes de chegar à quarta e última corrida, dos pontos, tinha começado com o quinto lugar no scratch, na estreia em Roubaix, numa prova em que tinha conseguido o bronze do ano passado.

Foi uma estreia adiada, dado que uma pequena lesão a afastou dos primeiros dias, e das provas individuais do scratch e da eliminação, recuperando para correr o concurso olímpico.

Lesão afasta Maria Martins de duas provas nos mundiais de ciclismo de pista

Depois de um 11.º lugar na corrida tempo, foi sexta classificada na eliminação, com a britânica Katie Archibald a vencer tudo e todas ao longo das várias corridas: acabou confortavelmente o exercício com 137 pontos, somando o segundo título mundial no omnium após 2017.

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Na prova final, estava a 14 pontos do pódio, no sexto lugar, mas uma dobragem ao pelotão, ao lado de outras ciclistas investidas em reentrar na luta pelas medalhas, deixava-a no segundo posto, com 105 pontos.

Somou mais um ponto no sprint, quando faltavam 20 voltas, e segurava-se entre os primeiros três postos, mas o pelotão permitiu uma rara dobragem nas últimas voltas, na qual a belga Lotte Kopecky, repetente da primeira volta de avanço, subiu ao segundo lugar, com os 40 pontos de bónus.

No pódio final ficou Archibald, Kopecky e a italiana Elisa Balsamo, a que mais perdeu com a movimentação final da belga, com o sprint final a tirar “Tata” Martins do quarto posto, entregue à francesa Clara Copponi.

Antes, na perseguição individual, os dois ciclistas portugueses não foram além da qualificação, com João Matias a registar o 15.º melhor tempo (4.20,497) e Iúri Leitão o 16.º (4.22,716).

No sábado, é a vez de Iúri Leitão enfrentar o omnium masculino, enfrentando primeiro a qualificação numa modalidade em que, em 2020, foi bronze nos Europeus.