Os quatro suspeitos da morte de um jovem, na quarta-feira, na estação de metro das Laranjeiras, em Lisboa, ficaram esta sexta-feira em prisão preventiva, depois de presentes a primeiro interrogatório judicial, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Os arguidos, com idades entre os 18 e os 19 anos, foram presentes durante a tarde e noite desta sexta-feira a um juiz no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa e ficaram todos sujeitos à medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

Segundo a mesma fonte da PJ, todos os arguidos ficaram indiciados pelo crime de homicídio qualificado.

Detidos três suspeitos após morte de jovem que foi esfaqueado na estação de metro das Laranjeiras em Lisboa

O crime foi cometido quando a vítima, de 19 anos, circulava na estação de metro das Laranjeiras, tendo sido violentamente agredido através do uso de uma arma branca, com lesões graves que acabaram por resultar na sua morte.

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Em conferência de imprensa realizada quinta-feira, a PJ informou que deteve três suspeitos (na sua totalidade são quatro — um dos quais detido no início da noite) e admitiu que o assassinato deve ter resultado de um conflito entre grupos rivais, que vivem em zonas distintas.

A PJ não avançou, no entanto, com as causas do crime e divulgou que os suspeitos incorrem nos crimes de homicídio, roubo e posse de arma ilegal.

“Este crime ocorreu numa estação de metropolitano como poderia ter ocorrido na via pública. Aconteceu ali porque foi ali que as pessoas se encontraram”, sublinhou a polícia, apelando para que as pessoas não tenham receio de andar de transportes públicos.

PJ admite que homicídio no metro resultou de conflitos entre grupos rivais. Quarto suspeito foi detido

De acordo com as autoridades, os dois homens suspeitos do homicídio consumado “fugiram após as agressões”, mas foram entretanto detidos.

Os suspeitos, todos com cadastro, atacaram a vítima que conheciam com uma facada no pescoço e outra nas costas e fugiram. A vítima, de 19 anos, que também tinha cadastro e que frequentava o ensino profissional, morreu no local — levando a que o metro deixasse de parar naquela estação até o corpo ser removido, já depois das 17 horas.

A violência do crime — a vítima foi atacada com uma facada no pescoço e outra nas costas — é para a PJ a mesma que tem sido empregada noutros crimes que se têm registado nas últimas semanas, recusando fazer qualquer ligação ao período pandémico por ser ainda prematura a análise.