O secretário-geral adjunto do PS apelou este domingo aos parceiros negociais do Orçamento do Estado para que “deixem a tática política” e o “interesse partidário”, considerando que a aprovação do documento é “um dever” de interesse nacional.

“A aprovação do Orçamento do Estado é mesmo um dever de interesse nacional, é um dever de interesse público nacional, que se exige aos partidos que estão no Parlamento: Deixem a tática política, deixem o interesse partidário e coloquem o interesse nacional à frente dos interesses partidários e interesses táticos”, afirmou José Luís Carneiro, num plenário de militantes no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, aberto à comunicação social apenas na intervenção inicial do evento.

O dirigente socialista salientou que o PS já foi “mais longe” face à proposta original do Orçamento do Estado para 2022, afirmando que o Bloco de Esquerda, que anunciou este domingo que vota contra a proposta caso não existam aproximações, “fez uma conferência de imprensa como se nada se tivesse passado até aqui”.

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“Aquilo que hoje foi afirmado [pelo Bloco de Esquerda] não tem fundamento, porque a generalidade das propostas que foram apresentadas ao PS e ao Governo tiveram conformidade orçamental e foram integradas na proposta do Orçamento”, frisou.

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e disse que o que foi afirmado pelo BE “não tem fundamento”, uma vez que as propostas apresentadas ao PS e ao Governo “foram integradas na proposta do Orçamento”, frisou.

José Luís Carneiro sublinhou também que este Orçamento do Estado surge num “momento crucial” para o país, em que há uma “recuperação do crescimento económico” e das “condições sociais”.

Durante o discurso de meia hora, em que elencou várias das medidas previstas na proposta de Orçamento do Estado bem como as alterações já feitas, o secretário-geral adjunto do PS insistiu também na ideia de que este documento é “responsável”, ao prever uma redução do défice em 2022.

“O PS continuará a ser o garante de um modelo alternativo às políticas de austeridade, garantindo que as políticas de competitividade económica e de justiça social não colocam em causa a credibilidade do país nas instâncias externas”, disse.