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Quando fez 18 anos, Elisabeth deixou clara a sua intenção enquanto herdeira ao trono: “O país pode contar comigo”. Dois anos depois, com duas décadas de vida agora completadas, a missão daquela que um dia será a primeira rainha da Bélgica continua. O papel monárquico que irá desenrolar é, desde já, histórico: em 1991, uma década antes do seu nascimento, as mulheres não podiam ascender ao trono no país, pelo que Elisabeth será a primeira princesa a fazer uso da nova lei de sucessão aprovada nos anos 90, a qual converte o primogénito do monarca no herdeiro ao trono, independentemente do sexo.

É provável que Elisabeth tenha de esperar até assumir semelhante cargo, até porque o pai Philippe — que em 2018 passeou de elétrico em Lisboa a convite de Marcelo Rebelo de Sousa — ascendeu ao trono em 2013. À data, a aniversariante — nasceu a 25 de outubro de 2001 — tornou-se na duquesa de Brabant, título atribuído aos herdeiros ao trono.

Philippe e Mathilde da Bélgica: quem são os reis que andam a passear de elétrico em Lisboa?

Em 20 anos já fez muito para dotar o currículo de competências: segundo o meio espanhol Vanitatis, fala francês, inglês, alemão e flamengo, além de ter algum domínio do mandarim. Estudou no Atlantic College, no País de Gales (fundado em 1962 pelo pedagogo alemão Kurt Hahn, é o local onde atualmente estudam as princesas Leonor de Espanha e Alexia dos Países Baixos), e ingressou na Academia Militar de Bruxelas, onde esteve durante um ano e onde aprendeu a disparar uma arma e a sobreviver na natureza.

Elisabeth, princesa da Bélgica

Fotografia de Elisabeth, princesa da Bélgica, partilha nas redes sociais pela casa real (© belgianroyalpalace/Instagram)

Atualmente, estuda História e Política no Lincoln College da Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde vive numa residência para estudantes, mais perto do anonimato desejado do que se tivesse optado pela formação académica em casa — ao fazê-lo evitou ainda escolher entre eleger uma universidade francófona ou holandesa na Bélgica. Uma decisão em parte semelhante à do pai, que completou os estudos em Oxford, nos Estados Unidos. No acesso ao Lincoln College, onde ficará a estudar um total de três anos, a posição social da princesa não teve qualquer influência.

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Sobre a princesa, assim que nasceu, o rei disse: “Espero que a minha filha seja uma grande rainha, mas, sobretudo, uma grande mulher”. O percurso da jovem parece ter isso em conta, ela que com apenas nove anos, em 2011, protagonizava o seu primeiro discurso público na companhia do pai. Em adolescente fez ainda voluntariado em várias organizações não governamentais (ONG) e, já na pandemia, deu apoio por telefone aos idosos fechados em casa. O meio já citado esclarece ainda que a princesa sabe tocar piano e dançar ballet, além de ter uma grande aptidão para o desporto, incluindo a prática de ciclismo, natação, ski e ténis.

Elisabeth, a filha mais velha dos reis cuja infância foi passada no Castelo Real de Laeken, tem ainda três irmãos e irmãs: Gabriel (2003), Emmanuel (2005) e Eléonore (2008). Neta da rainha Paola, ícone de moda no seu tempo, parece ter herdado um olho afinado para a moda, com a edição britânica da Vogue a elegê-la como uma das princesas mais estilosas do mundo.