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O velocista Alex Quiñónez foi morto a tiro no Equador. O atleta, que ganhou a medalha de bronze nos 200 metros dos Mundiais de Atletismo em 2019, foi morto no exterior de um centro comercial na cidade de Guayaquil na noite de sexta-feira. Outra pessoa, não identificada, foi também vítima do tiroteio.

O ministro do desporto do Equador escreveu uma declaração no Twitter a propósito da morte do velocista: “hoje perdemos um grande atleta, uma pessoa que nos fez sonhar e que nos deu alegrias. A Polícia Nacional está no local e as autoridades estão a conduzir a investigação. Vai para sempre permanecer n coração de todos os equatorianos”.

O velório do atleta verificou-se ocorreu no Estádio Folke Anderson, na cidade de Esmeraldas, segundo o jornal britânico The Guardian

O presidente do país, Guillermo Lasso, realizou igualmente um depoimento no Twitter a respeito do atleta. “Lamentamos imenso a morte de Alex Quiñónez, pai, filho, um grande velocista que marcou o desporto. As nossas sinceras condolências aos seus familiares. Descansa em paz. Aqueles que tiram a vida dos equatorianos serão punidos.”

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A medalha de bronze ganha em 2019 tornou Alex Quiñónez no primeiro atleta do Equador a ganhar uma medalha em qualquer evento mundial de pista.

A notícia da morte de Alex coincidiu com o funeral da corredora de fundo queniana Agnes Tirop, que foi morta no início do mês de outubro, e que ganhou igualmente uma medalha de bronze nos 10.000 metros dos mundiais de 2019.

O velocista britânico Adam Gemili, que terminou a prova em quarto lugar, atrás do equatoriano, afirmou que estas são “semanas absolutamente horríveis para o mundo do atletismo. Descansem em paz Agnes e Alex”.

Alex Quiñónez representava o Futebol Clube Barcelona desde 2018, tendo feito a última corrida em junho deste ano, na cidade espanhola de Alicante. O clube catalão anunciou as suas condolências no Twitter, expressando “os seus sentidos pêsames pelo assassinato de Alex Quiñónez, de 32 anos, que foi atleta do clube.”

O presidente do Equador declarou recentemente o estado de emergência numa tentativa de travar a crise de tráfico de droga que a nação enfrenta e que origina uma série de crimes violentos. Na região das Guayas, que tem a cidade do assassinato de Alex, Guayaquil, como capital, os homicídios aumentarem em cerca de 70% em 2021 para perto de 650 mortes.

Segundo a BBC, este estado de emergência permitiu que as forças policiais pudessem revistar os habitantes na procura de armas e droga. A medida foi introduzida depois de um confronto numa prisão na capital da região, do qual resultaram 119 mortos.

O Equador é uma zona de passagem de estupefacientes originários da Colômbia e do Perú, e a maioria dos crimes violentos estão relacionados com o tráfico destes estupefacientes. “Há apenas um inimigo nas ruas do Equador, e esse inimigo é o tráfico de droga”, afirmou Guillermo Lasso na altura em que foi aplicado o estado de emergência.