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O carro do treinador atacado por adeptos (que afinal não foi o único a sentir a fúria de quem esperou a saída após o clássico), os jogadores a olhar de forma atónita uns para os outros, mais uma derrota agora em Camp Nou e com o Real Madrid. Quando se pensa que não há mais nada que possa acontecer ao Barcelona, eis que surge sempre mais uma notícia, um problema, um caso, um drama. E nem mesmo em dia de jogo as coisas são diferentes, como aconteceu esta quarta-feira, poucas horas antes da partida com o Rayo Vallecano, com Pedri a surgir como protagonista involuntário de mais uma altercação no balneário.

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Como conta o As, tudo começou com as queixas do médio Pedri no treino de domingo, que levaram à realização de uma ressonância magnética. Resultado? No mínimo mais três semanas de baixa. E foi depois disso que Ronald Koeman convocou uma reunião com a equipa médica do clube, para dar um “toque” por uma notícia que iria mexer nos seus planos a breve prazo quase até ao início de dezembro. Esta terça-feira, num prolongamento da tensão, Alfred Schreuder, adjunto do neerlandês, e Juanjo Brau, responsável dos fisioterapeutas, tiveram uma forte altercação, com Brau a defender o o preparador Xavi Linde.

Era neste contexto que o Barcelona tentava algo impensável para muitos tendo em conta o trajeto “normal” de um clube como os catalães: a primeira vitória fora da temporada já no final de outubro, depois dos empates com Athl. Bilbao e Cádiz e as derrotas frente a Benfica (na Liga dos Campeões) e Atl. Madrid. Ao todo, e em 12 partidas oficiais, os blaugrana tinham conseguido somente cinco vitórias e as notícias antes da viagem a Vallecas não melhoraram com a ausência também de Ansu Fati por ter acusado algumas dores no joelho a que foi operado. Ao todo, e olhando para as alterações em relação à derrota com o Real Madrid, mexeu em todos os setores: Sergi Roberto em vez de Mingueza na lateral direita, Nico González e Coutinho nos lugares de De Jong e Gavi, Kun Agüero no ataque em vez de Fati. Os problemas foram os mesmos.

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Adeptos “apertaram” Ronald Koeman à saída de Camp Nou depois de mais uma derrota frente ao Real Madrid. Barcelona condenou situação

Depois de duas primeiras ameaças dos visitados, uma delas com uma tentativa do meio-campo que ainda deixou em sentido Ter Stegen, o Barça assumiu o comando do encontro em posse mas criar verdadeiras situações de golo, quase como se o último terço não existisse a não ser numa bola nas costas que Agüero ainda conseguiu tocar mas sem controlar da forma desejada. Nesse aspeto, o Rayo Vallecano foi bem mais pragmático e contou com um suspeito do costume para provocar mossa: já depois de um remate colocado que o guarda-redes alemão desviou para canto (20′), Falcao recebeu uma bola de Óscar Trejo roubada a Busquets na primeira fase de construção, tirou Piqué da frente e atirou de pé esquerdo ao ângulo inferior, fazendo a bola bater no poste antes de entrar para o golo que dava vantagem ao intervalo (30′).

No segundo tempo, apenas com alterações de posicionamentos e dinâmicas, o Barcelona melhorou e teve a abrir dois lances com muito perigo que colocaram Agüero na área em boa posição de remate, ambos ao lado da baliza de Dimitrievski. Até mais do que conseguia fazer na frente, os catalães estavam melhores na fase de bloquear a saída do Rayo Vallecano, a explorar muitas vezes a profundidade com Falcao, mas tudo ia acontecendo à formação visitante incluindo falhar grandes penalidades, como aconteceu com Depay a menos de 20 minutos do final. Luuk de Jong ainda foi lançado, o Barça apostou tudo mas não conseguiu marcar até ao oitavo e último minuto de descontos, mantendo o nono lugar com apenas 50% dos pontos disputados para seu lado: em dez jogos e 30 pontos possíveis, somou apenas 15 até ao momento.