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Uma estátua em bronze Harambe, o gorila que foi abatido no jardim zoológico de Cincinnati (Estados Unidos) em 2016, apareceu esta terça-feira em frente à sede do Facebook, na Califórnia, assim como várias caixas com mais de 10.000 bananas.

A estátua com mais de dois metros de altura tinha estado recentemente na cidade de Nova Iorque em frente a outra estátua bastante conhecida na cidade, o “Charging Bull” (“Touro em Ataque”), em Wall Street.

Esta estátua do gorila é obra da organização Sapien Tribe que, citada pela CNN, se descreve como “a primeira nação digital dedicada ao bem-estar humano como prioridade no planeta”.

O objetivo desta instalação temporária é precisamente, segundo a Sapien Tribe, circular por vários espaços dos Estados Unidos da América, para demonstrar que “as estruturas do poder dominante criadas por instituições financeiras como Wall Street e impérios tecnológicos como o Facebook perderam a ligação com as pessoas, e usam-nas para obter lucro em vez de melhorar o seu bem-estar”.

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O gorila de bronze esteve, contudo, disposto em Nova Iorque de forma ilegal, uma vez que a organização não conseguiu obter permissão da câmara nova-iorquina, servindo-se da boa vontade da polícia e das autoridades locais, que apoiaram o protesto pacífico.

O gorila Harambe foi morto a 28 de maio de 2016, um dia depois de celebrar 17 anos de vida, no jardim zoológico de Cincinnati. Uma criança que se encontrava nas imediações do habitat artificial do gorila trepou o gradeamento e acabou por cair no espaço dedicado ao animal.

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Depois de verem o gorila manifestar alguma agitação para com o rapaz, os funcionários do jardim zoológico decidiram abater Harambe com um tiro. O vídeo que registou este momento gerou polémica nas redes sociais, com muitos ativistas a defender a libertação dos animais em cativeiro.

Já em relação às 10.000 bananas colocadas em frente ao logótipo do Facebook, a Sapien Tribe doou-as a bancos alimentares da Califórnia.

A Sapien Tribe afirma estar a desenvolver uma rede social alternativa que será, segundo um dos cofundadores da organização, Ankit Bhatia, “uma forma da tecnologia ser utilizada, mas ao mesmo tempo orientada pelas pessoas em vez de algoritmos”.

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