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Foi internacional nas camadas jovens, passou por vários clubes nacionais, teve uma experiência lá fora nos búlgaros do CSKA Sófia. Em 2017, depois de cumprir a terceira época consecutiva no Boavista, Bernardo Tengarrinha teve de suspender a sua carreira quando estava no conjunto romeno do Politehnica Iasi devido a um linfoma de Hodgkin, doença muito semelhante à leucemia. Ainda foi treinador adjunto mas deixou o futebol devido à doença, ficando ligado ao Sindicato. Morreu este sábado, aos 32 anos.

A informação começou por ser avançada pelo Jornal de Notícias, sendo depois confirmada (e comentada) por vários clubes por onde foi passando ao longo da carreira. Nesta fase de luta contra a doença, o antigo defesa era o embaixador do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol para a Saúde Mental.

Depois de ter começado a jogar no Odivelas, Tengarrinha passou seis temporadas no Benfica, tendo de seguida rumado ao FC Porto como juvenil. Foi nos dragões que se estreou como sénior, tendo feito dois jogos em 2008/09 antes de ser cedido ao Estrela da Amadora. O antigo defesa foi ainda emprestado pelos azuis e brancos a Olhanense, Santa Clara e V. Setúbal, onde ficou depois a título definitivo em 2011/12. Foi na temporada seguinte que jogou pela primeira vez no estrangeiro, pelos búlgaros do CSKA Sófia, antes de regressar ao país para jogar no Freamunde, Desp. Chaves e Boavista, até 2016/17.

Foi quando estava na Roménia que detetou o grave problema de saúde, tendo suspendido a carreira nesse ano de 2017. Como a primeira reação aos tratamento foi muito positiva, Tengarrinha chegou ainda a ser treinador adjunto dos Sub-23 do V. Setúbal durante duas temporadas, entre 2018 e 2020.

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