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Um ataque à aldeia de Banibangou, no sudoeste do Níger, vitimou cerca de 60 pessoas, incluindo o mayor, na passada terça-feira. Nove pessoas continuam desaparecidas, e 15 terão conseguido escapar.

O continente africano tem sido palco de vários ataques de membros do Estado Islâmico este ano, principalmente na zona das fronteiras do Níger, Mali e Burkina Faso. Zakari Karidjo, oficial da polícia de Banibangou, afirma que o ataque não foi reivindicado por nenhum grupo, segundo a agência Reuters.

No entanto, uma fonte local da agência France-Presse assegurou que o ataque foi realizado pelo ISGS (Estado Islâmico do Sahara). Os terroristas, “fortemente armados”, estavam montados em motociclos.

Estes ataques junto à fronteira sudoeste do Níger já vitimaram 530 pessoas apenas este ano, sem contar com o ataque de terça-feira, cinco vezes mais do que em 2020, de acordo com dados do ACLED (Armed Conflict Location & Event Data Project), que acompanha e analisa casos de violência política. Milhares de pessoas foram assassinadas nos últimos anos, e milhões tiveram de ser realojadas.

Os violentos massacres nesta zona do continente têm como alvo mayors, chefes de aldeias e líderes religiosos, de forma a deixar as comunidades mais vulneráveis a ataques e extorsões.

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