O governo do Reino Unido e da Rússia anunciaram esta sexta-feira que vão enviar tropas para a fronteira polaco-bielorrussa, na qual centenas de migrantes continuam bloqueados há vários dias.

De acordo com o ministro da Defesa britânico, o Reino Unido enviou uma “pequena equipa” de militares para a Polónia, de maneira a ajudar a “resolver a situação na fronteira bielorrussa”, informa o canal televisivo ITV. Londres justifica a ação com a “longa história de amizade com a Polónia”, para além de o país ser um membro da NATO.

Quanto à Rússia, o país começou esta sexta-feira manobras militares conjuntas com a Bielorrússia junto à fronteira. Foi Alexander Lukashenko, que admitiu ter pedido ao homólogo russo, Vladimir Putin, ajuda para vigiar a fronteira.

Bombardeiros russos sobrevoam fronteira entre Bielorrússia e Polónia

“[Moscovo] enviou bombardeiros estratégicos escoltados pelos nossos caças. Temos de monitorizar continuamente a situação na fronteira”, sustentou Lukashenko, salientando que os aparelhos irão sobrevoar as fronteiras com a Polónia, com os países bálticos, com todos os Estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e ainda com a Ucrânia.

Moscovo, que estendeu esta semana a presença de militares russos em território bielorrusso por mais 25 anos, apoia Minsk na crise migratória com a Polónia, que conta, por sua vez, com a ajuda europeia.

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Lukashenko também ordenou ao Ministério da Defesa bielorrusso e à guarda de fronteira que garantam “o controlo sobre o movimento das tropas da NATO e polacas”.

“Vê-se que já são 15 mil militares, tanques, veículos blindados, helicópteros que voam ao lado de aviões. Foram enviados para a fronteira e, mais ainda, sem avisar ninguém, embora sejam obrigados a fazê-lo”, acusou na quinta-feira.