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À semelhança do que fez com os automóveis, em que provou que as unidades alimentadas por bateria podiam ser potentes, rápidas e emocionantes, apesar de não poluírem no local onde circulam, a Tesla está apostada em fazer o mesmo com os camiões. Daí que tenha apresentado o Semi, o tractor para semi-reboques de classe 8, alimentado exclusivamente por bateria e com potência e autonomia capazes de se baterem com as performances e os custos dos camiões impulsionados pelos grandes motores a gasóleo. O Semi está pronto há muito, mas ainda lhe falta um “pormenor”.

De acordo com o construtor, para ser viável, o Semi necessita das novas células 4680, igualmente cilíndricas, mas com maior densidade energética e custos inferiores. Sucede que as 4680 são fáceis de fabricar em pequenas quantidades, mas difíceis de industrializar, pelo que a Tesla continua à espera de dispor delas de forma abundante. E não haverá Semi (nem Cybertruck ou Model S Plaid+) sem quem as inovadoras células passem a estar disponíveis em quantidades garrafais.

Mas enquanto espera pela possibilidade de produzir baterias para o Semi em série, a Tesla avança com tudo o resto, a começar pelo sistema de carga, pois as 4680 permitem recarregar a potências superiores, logo mais depressa. Antecipando que a solução está para breve, a Tesla construiu já a primeira das estações de carga para camiões junto à Gigafactory Nevada, que se vão denominar Megachargers por oposição às Superchargers para os veículos, com potência até 250 kW. Desconhece-se até onde podem chegar os carregadores Mega, mas deverão ser consideravelmente mais potentes, para assegurar os reduzidos tempos de carga prometidos aos clientes.

A Tesla tem mais de 2000 clientes à espera do Semi, tractor que foi apresentado em 2019 e que foi prometido para o final de 2021. A Pepsi chegou a afirmar recentemente que esperava que os seus 100 camiões fossem entregues em breve, confirmando o interesse de receber mais 500 unidades, mas a Tesla continua cautelosa com a disponibilidade das baterias.

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