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Um caseiro que trabalhava para o ministro da Defesa de Israel está a ser acusado de espionagem para um grupo de hackers com ligações ao Irão.

Omri Goren Gorochowsky, de 37 anos, trabalhava como empregado doméstico para Benny Gantz, chefe do gabinete de Defesa israelita.

Segundo o Serviço de Defesa Nacional de Israel — conhecido como Shin Bet — Omri Goren entrou em contacto com o grupo de ciberterrorismo Black Shadow, e ofereceu-se para espiar o ministro, dada a sua proximidade com o político israelita.

O crime de espionagem em Israel é, segundo o The Times of Israel, punível com 10 a 15 anos de prisão.

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Para provar ao grupo Black Shadow que trabalhava de facto para Benny Gantz, Omri Goren enviou, de acordo com o jornal israelita Haaretz, fotos de objetos do gabinete do ministro. A secretária, vários computadores, um telemóvel, um tablet e um pacote com uma etiqueta que continha um endereço IP foram expostos, através de fotografias, ao grupo de hackers. Goren disponibilizou-se ainda a instalar um vírus no computador de Gantz.

O caseiro, contudo, foi intercetado pela Shin Bet antes de poder realizar qualquer tipo de ação contra o ministério da Defesa, tendo sido detido, de acordo com a Al Jazeera, no dia 4 novembro. A informação só foi, contudo, divulgada pela Shin Bet esta quinta-feira.

Omri Goren Gorochowsky já tinha, afinal, registo criminal, tendo sido condenado cinco vezes, entre 2002 e 2013. Em duas das situações, Goren foi acusado de assaltos à mão armada a instituições bancárias. As outras três acusações são relativas a roubo e invasão de propriedade privada. Quatro dos crimes resultaram em encarceramento para o atual suspeito de espionagem.

A Shin Bet considerou o incidente uma grande falha por parte da organização de defesa nacional, e anunciou que vai reavaliar os procedimentos de segurança na análise do historial de funcionários que trabalhem para altos cargos. Isto porque, desde 2018, que o caseiro trabalhava para Gantz, e em 2020, quando o político assumiu o cargo de vice-primeiro-ministro de Israel, foi apresentada à Shin Bet uma lista dos funcionários com potencial acesso a informação confidencial, mas os serviços de segurança não identificaram falhas no historial de Goren Gorochowsky.

O advogado de defesa de Goren, Gal Wolf, explicou que o caseiro agiu por necessidade económica, “não tendo qualquer intenção de ferir a segurança nacional”. O advogado explicou ainda ao The Times of Israel, confirmado pela Shin Bet, que Goren não conseguiu aceder de facto a nenhuma informação confidencial até à data da sua detenção.