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Prejudicada pela actual crise dos chips, a maioria dos fabricantes de veículos tenta encontrar uma forma de superar a falta destas peças, pequenas e baratas, mas que sem as quais é impossível construir um único automóvel moderno. Contudo, nem todos os construtores estão dispostos a voltar a confiar abertamente nos fornecedores de semicondutores, com a Ford a ser um desses exemplos.

Consciente que um veículo normal recorre a cerca de 100 microprocessadores, uns mais simples, como os utilizados para controlar a temperatura a bordo, mas outros mais complexos para gerir o motor, o sistema ABS ou o controlo de estabilidade, a Ford assinou um acordo com a Global Foundries Inc, um reputado fabricante de semicondutores, para garantir o incremento da produção de chips nos EUA.

De acordo com a Automotive News, não haverá tomadas de posições cruzadas entre a Ford e a Global Foundries. O fabricante norte-americano de veículos avança que “é fundamental que se encontrem novas formas de trabalhar com fornecedores, de modo a permitir à Ford e aos EUA maior independência para desenvolver novas tecnologias”. Jim Farley, o CEO da Ford garantiu ainda que “este acordo é apenas o início” do plano da marca “para a integração vertical de tecnologias-chave, capazes de diferenciar a Ford no futuro”.

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