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O Sporting vai ter mesmo de pagar um total de 5,5 milhões à Sampdoria, em quatro prestações, no âmbito da transferência de Bruno Fernandes de Alvalade para o Manchester United, em janeiro de 2020. A decisão do caso terá sido já comunicada aos clubes pela FIFA e pelo Tribunal Arbitral de Desporto, segundo avançou Il Secolo XIX, que analisaram uma queixa feita pelos italianos no final de fevereiro desse mesmo ano por considerarem que teriam direito a 10% do valor da venda do médio. Ao mesmo tempo, o clube de Génova terá de pagar ao Sparta Praga dois milhões de euros (além de um jogo particular) ainda por Patrick Schick.

FIFA investiga transferência de Bruno Fernandes após queixa da Sampdória contra o Sporting

De recordar que, quando foi contratado pelo Sporting à Sampdoria, no verão de 2017, por um valor de 8,5 milhões de euros, ficou também acordado que os transalpinos teriam direito a 10% da mais valia de uma futura transferência, cláusula que é cada vez mais frequente no futebol para diminuir os valores fixos a pagar. No entanto, o internacional português rescindiu de forma unilateral com os leões no verão de 2018, no seguimento do ataque à Academia, tendo depois rubricado um novo vínculo quando se deu o regresso a Alvalade depois do Mundial – um vínculo que seria mais tarde renovado, já na temporada de 2019/20.

55+5+5+15 e 10% da mais-valia: os números oficiais da venda de Bruno Fernandes ao Manchester United

Era exatamente aí que entroncava o problema: a Sampdoria não tinha dúvidas que essa percentagem da mais valia nunca perdia validade mesmo tendo em conta a rescisão do vínculo, ao passo que o Sporting tentava perceber junto de peritos se essa desvinculação fazia com que existisse uma libertação dos compromissos anteriores. Certo é que a formação italiana ainda nunca recebeu os 4,65 milhões pedidos, que agora acrescem de juros, e que estarão do lado dos leões, tendo em conta que o Manchester United é alheio a essa cláusula e faz o pagamento do acordo pelo passe do jogador à parte de outros compromissos que existam.