Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

“Para nós é uma final”. Foi com esta frase que José Mourinho antecipou o jogo desta quinta-feira frente aos ucranianos do Zorya, que decidia a vida da Roma nas competições europeias, neste caso na Conference League. À entrada para esta jornada, a quinta do grupo C, os romanos ocupavam o segundo lugar com seis pontos, juntamente com o adversário desta noite.

Assim, Roma e Zorya tinham menos um ponto que o Bodo/Glimt da Noruega, enquanto o CSKA Sofia já não contava com apenas um ponto.

“Com a vitória passamos e se perdermos estamos fora [da Conference League]. Um empate deixa o destino nas nossas mãos”, afirmou o Special One na antevisão ao jogo que se realizava nesta quinta-feira.

Há que destacar ainda que a Roma só ganhou dois jogos nos últimos oito que disputou e tem sido bastante inconsistente nos seus resultados, uma fase que se pode dizer que nasceu logo no início da temporada. No meio dos referidos oito jogos está o desastre da Noruega, quando o Bodo/Glimt aplicou estrondosos 6-1 na equipa de Mourinho, o que não ajudou nada à vida europeia da equipa italiana.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Com esta urgência na vitória, a Roma não deixou créditos por mãos alheias e deu-se ao jogo com toda a vontade, marcando logo aos 15′, por Pérez, após um excelente passe de El Shaarawy. Estava confirmado o bom arranque dos romanos, que viriam a marcar novamente num belo remate de Zaniolo (33′) após assistência de Veretout. E foi precisamente o francês que, já perto do intervalo, chamado a converter uma grande penalidade, viu o guarda-redes dos ucranianos, Matsapura, fazer uma grande defesa e evitar o 3-0. Um terceiro golo mataria certamente o encontro, mas, assim, um golo do Zorya ainda poderia assustar os adeptos presentes no Olímpico.

A hipótese desse susto diminuiu para uma percentagem muito baixa logo na primeira jogada da segunda parte. A bola seguiu da Roma e com apenas 30 segundos de jogo, Zaniolo conseguiu com uma simulação fantástica libertar-se de um defesa e à saída do guarda-redes adversário serviu Abraham que encostou para o 3-0. 

Já na segunda parte, o mesmo Abraham aproveitou um remate de Mikhtaryan que foi cortado pela defesa ucraniana para marcar um excelente golo num pontapé de bicicleta (75′).

Mourinho já ganhou muitas finais. A desta quinta-feira, apelidada pelo próprio, já está ultrapassada e a Roma consegue apurar-se. Quem sabe se não está na Conference League uma espécie de salvação da época romana e um primeiro passo numa nova era.