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A TAP poderá ser obrigada a reajustes adicionais de pessoal com uma “nova crise ou uma nova pandemia”, declarou Christine Ourmières-Widener, presidente executiva da transportadora em entrevista à CNN Portugal.

Vai fazer mais cortes? “Não posso prever, se amanhã teremos uma nova crise, uma nova pandemia a que nos teremos de adaptar”, respondeu, sustentando que o corte de custos, incluindo o despedimento coletivo, que já foi feito pretendeu antecipar as necessidades do plano de reestruturação que está ainda à espera da aprovação da Comissão Europeia.

“Todas as iniciativas desenvolvidas até agora, incluindo o despedimento coletiva, são consistentes com o plano redução de custos”, declarou, comentando que entrou na TAP encontrando uma companhia em crise, aliás toda a indústria estava em crise.

“Dá imenso trabalho estruturar o plano e trabalhar no plano”, que ainda não foi aprovado. Christine Ourmières-Widener fala da incerteza quanto ao futuro e na “ambição de ser melhor”.

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“A minha missão é garantir que a TAP se torna um negócio sustentável e rentável, e restaurar o orgulho de Portugal na TAP enquanto empresa de sucesso”, realçou, acrescentando que esta missão assenta em quatro pilares: ajustar a capacidade e assegurar que a rede é consistente com o core business; melhorar a estrutura de custos; melhorar as receitas e restaurar o balanço financeiro.

A presidente da TAP não tem dúvidas de que o “próximo ano continua a ser desafiante”, mas está convencida que os contribuintes portugueses — a maior parte — acreditam que a TAP é crítica para o país e de que é “importante ter uma companhia nacional”. Mas vai levar tempo a recuperar, assume.