O Presidente da República lamentou esta sexta-feira a morte da pianista Tania Achot, recordando-a como uma “intérprete de gesto e temperamento românticos” que deixa em Portugal “importantes discípulos que mantêm vivo o seu legado”.

Tania Achot morreu na quinta-feira, em Lisboa, aos 85 anos.

Morreu a pianista Tania Achot, nome decisivo para “a nova escola de piano” em Portugal

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Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, apresenta condolências à família da pianista.

Tania Achot, nascida no Irão, era “de origem arménia e russa, estudou em Moscovo e em Paris, e destacou-se em vários concursos musicais internacionais”, tendo-se instalado em Portugal “depois do casamento com o pianista Sequeira Costa, com quem tocou frequentemente, e com quem gravou ‘Música a Dois Pianos'”, refere-se na nota

“Além de intérprete de gosto e temperamento românticos, dedicou-se à atividade pedagógica, renovando os estudos de piano em Portugal e deixando importantes discípulos que mantêm vivo o seu legado”, acrescenta-se.

Tania Achot-Haroutounian nasceu no Irão em 3 de janeiro de 1937, mas afirmava-se de origem e formação musical russas. Iniciou os estudos de piano aos oito anos em Teerão.

Aos 14 anos mudou-se para França, onde estudou no Conservatório de Paris com Lazare Lévy. Na Polónia teve aulas com Henryk Sztompka.

Gerações de pianistas contam-se entre os antigos discípulos de Tania Achot, de Vieira de Almeida e Carla Seixas, a Joana Gama, Paulo Oliveira, Sara Carvalho e Teresa Palma Pereira.

Tania Achot foi nome recorrente nas temporadas de música da Fundação Calouste Gulbenkian, quer atuando com a orquestra, quer em recitais a solo, integrada nos ciclos de piano.

Atuou nas mais diversas salas portuguesas, da Casa da Música ao Orfeão da Covilhã, lecionou vários cursos de aperfeiçoamento e foi professora na Escola Superior de Música de Lisboa.