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Como se mede o “valor” de um passaporte? A regra é: quanto maior o número de países em que se pode entrar sem visto, mais valioso é o passaporte.

É o Henley Passport Index que analisa esse “valor”, com base em 199 passaportes, 227 destinos de viagem e nos dados da International Air Transport Association (IATA). O passaporte de cada país recebe pontos consoante o número de destinos para onde o titular pode viajar sem precisar de visto.

O sistema de pontuações funciona da seguinte forma: para cada destino que não exige visto, é dado um ponto. Quando os titulares dos passaportes podem receber um visto ou uma autorização de viagem eletrónica (ETA) à chegada, recebe também um ponto. Por sua vez, quando o visto ou o visto eletrónico é exigido antes da partida, são dados zero pontos.

Japão e Singapura lideram o ranking mundial, com 192 pontos. A Alemanha surge em segundo lugar, com 190 pontos, sendo o país europeu com melhor pontuação. Ainda no pódio, com 189 pontos, está a Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha. Portugal, juntamente com a Irlanda, são os países com os quintos passaportes mais valiosos, com 187 pontos. Pelo contrário, o Afeganistão tem o pior resultado: só soma 26 pontos.

O relatório indica, assim, a desigualdade existente na mobilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Por exemplo, quem tem um passaporte australiano, belga ou polaco consegue entrar em mais de 180 países, enquanto quem tem um passaporte paquistanês, sírio ou nepalês viaja sem visto para menos de 40 destinos.

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