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Prevista para o final de 2021, a reprivatização da Efacec ficou pelo caminho, depois do falhanço das negociações com o único candidato à aquisição, avança o Eco nesta sexta-feira. O plano B do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, já estará em curso e resultou da falta de entendimento entre as partes, nomeadamente o próprio governo e a administração do grupo de engenharia e construção Domingos da Silva Teixeira, S.A. (DST).

Em causa, refere o Eco, o facto do grupo ter exigido — entre outras reivindicações que custariam ao Estado mais de 300 milhões de euros — uma redução da dívida líquida da Efacec para 90 milhões de euros, com uma linha de refinanciamento a custo zero, na ordem dos 140 milhões de euros, do Banco de Fomento.

Siza Vieira vê-se, agora, forçado a fazer marcha atrás no plano inicial. Nas próximas horas, o governante deverá portanto anunciar a manutenção da empresa na esfera do Estado e a sua reestruturação com vista a uma futura alienação.

Para já, a Efacec vai continuar integrada no universo da Parpública. Caberá ao próximo governo retomar a reprivatização da empresa que viu cerca 71% dos ativos serem nacionalizados em 2o2o, na sequência das revelações do Luanda Leaks.

No ano passado, os resultados operacionais da Efacec bateram no vermelho, com a empresa a recuar aos 23,6 milhões negativos, quando as projeções apontavam para 22,9 milhões de euros positivos. Em termos de faturação, terá atingido os 238 milhões, menos 84 milhões de euros do que o previsto. Pela frente, o eventual processo de recapitalização terá de passar no crivo da Direção Geral da Concorrência europeia ao abrigo do regime de auxílios de Estado.

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