“Parem a guerra agora.” “Parem o massacre em Mariupol.” “Parem de matar crianças em Azovstal.” Estas foram algumas das frases inscritas nos cartazes presentes numa manifestação organizada por sobreviventes do conflito na Jugoslávia contra a guerra na Ucrânia que teve lugar esta segunda-feira na capital da Bósnia-Herzegovina, Sarajevo.

Organizada pela Associação de Mães de Srebrenica em colaboração com a Associação de Vítimas das Vítimas e Testemunhas do Genocídio em Srebrenica — uma cidade cercada pelas forças sérvias durante a guerra da Jugoslávia —, a manifestação reuniu centenas de pessoas, que apelaram para que a Rússia termine com a guerra na Ucrânia.

Relembrando o genocídio que ocorreu em Srebrenica, do qual resultaram pelo menos oito mil vítimas mortais, uma das manifestantes, Munira Subasic, disse “saber o que significa quando se mata um filho ou quando se viola uma filha”, pedindo ao “mundo para que ponha um fim ao que se está a passar na Ucrânia”.

Citado pela Agence-France Presse, outro dos manifestantes, Alija Hodzic, que perdeu a filha na guerra,  comparou o que se está a passar em Mariupol com o “cerco em Sarajevo e em outras cidades” bósnias. Vaticinando que as forças russas “vão perder”, o homem sublinhou que é “sempre quem se defende quem ganha”.

A manifestação ocorreu no dia em que a Rússia celebra o Dia da Vitória, em que as tropas da União Soviética derrotaram as tropas nazis.

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