O número de crianças registadas sem nome de pai disparou em 2021: num ano, verificaram-se 820 casos, o que dá uma média de dois bebés por dia a serem registados nestas condições.

As contas, como noticia esta quarta-feira o Jornal de Notícias, revelam assim um aumento muito considerável em relação ao ano anterior: em 2020 tinham sido registadas 519 crianças nesta situação no Instituto do Registo e Notariado.

Há, ainda, muito menos casos de crianças registadas sem mãe: em 2021 não aconteceu de todo, e em 2020 há registo de oito crianças nesta situação.

Filhos de pai incógnito não pararam de aumentar desde 2013

Apesar de ter existido esse aumento em 2021, o número é variável: em 2019, por exemplo, acontecia um pico ainda mais expressivo, com mais de 1400 crianças a serem registadas sem nome do pai associado. A certeza é que o número não parou de aumentar desde 2013, e 2021 vem ajudar a confirmar esta tendência.

Não existe, no entanto, uma explicação oficial para estes casos — apenas algumas teorias relacionadas com explicações sociológicas, como o facto de existirem hoje em dia mais relações sexuais ocasionais.

Como também conta o Jornal de Notícias, na Conservatória, quando não é conhecido o nome do pai ou da mãe, o caso é comunicado ao Ministério Público e este tenta descobrir a identidade do progenitor em causa. Mas, se tal não for possível, o caso acaba por ser arquivado.

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