Enviado especial do Observador em Doha, no Qatar

Algo sisudo, com uma cara meio desconfiada, sem grande margem para descontrações excessivas. Esta é uma espécie de imagem de Fernando Santos nos contactos com a imprensa. Não é má, não é boa, é aquilo que é de um dos técnicos mais experientes neste Campeonato do Mundo. No entanto, aquilo que a sala 2 de conferências do QNCC onde está sediado o Media Centre em Doha viu foi algo diametralmente oposto ainda na fase em que Bruno Fernandes falava aos jornalistas a seu lado. O Engenheiro riu-se, estava descontraído sobretudo depois daquele primeiro gelo que é sempre a pergunta inicial a meter Ronaldo, tinha até cara de quem poderia ficar por ali o resto da tarde a falar de futebol. Será esse um sinal de confiança?

Tem tudo para ser. O respeito pelo Gana e pelo salto que as equipas africanas deram nos últimos tempos foi referido por mais do que uma vez (e mesmo que não fosse bastava apenas atentar na forma como Tunísia e Marrocos conseguiram empatar sem golos frente a Dinamarca e Croácia, respetivamente) mas nem por isso o selecionador deixou de mostrar sinais de confiança, de unidade e até da tal “despreocupação” com aquele que será o primeiro encontro do Campeonato do Mundo. E até criou um novo soundbyte para a prova.

“Não acho que tema Ronaldo tire o foco. Não houve nenhum comentário no espaço de trabalho e lazer conjunto, ainda hoje estavam 20 jogadores a ver o jogo, uns nos matraquilhos etc.. Há um foco total, um espírito fantástico. Sabem a dificuldade que nos espera. Vencer uma competição destas é difícil para qualquer seleção, basta ver os jogos até aqui. Hoje em dia cada vez mais as equipas são muito fortes, muitos são colegas ou adversários, mais habituados às questões táticas. Estamos convictos, é como o código postal, como lhes dizia, meio caminho está feito”, começou por referir o selecionador na conferência.

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