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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou esta quinta-feira que o envio de armas ocidentais para Kiev vai fazer com que as forças russas mantenham a presença no país para afastarem as tropas ucranianas da zona de fronteira.

“Se neste momento tratamos de afastar a artilharia das Forças Armadas da Ucrânia para uma distância que não constitua uma ameaça para os nossos territórios, quanto maior for o alcance do armamento que (vão) enviar para o regime de Kiev, mais empenhamento haverá para afastar os soldados ucranianos das nossas fronteiras”, disse esta quinta-feira Lavrov à agência RIA Novosti e à cadeia de televisão Rossia-24. O chefe da diplomacia da Rússia acrescentou que o Ocidente está a afundar-se num pântano “com cada passo que dá, na Ucrânia”.

“Vai ser uma bola de neve”, disse Lavrov referindo-se às consequências do ponto de vista de Moscovo da presença do armamento estrangeiro que vai ser enviado para Kiev.

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Lavrov disse ainda que a Rússia se encontra no centro de uma “batalha geo política” e que os militares russos que se encontram na primeira linha da frente “são heróis” empenhados no futuro da humanidade contra a “hegemonia total dos Estados Unidos”.

Por outro lado, o chefe da diplomacia da Rússia acusou nesta quinta-feira o Ocidente de estar a apoiar a Ucrânia para pôr fim ao que chamou “questão russa”, criticando diretamente a visita da presidente da Comissão Europeia a Kiev.

Ursula von der Leyen “declarou que o resultado da guerra deve ser a derrota russa, e uma derrota de tal forma que não volte a levantar-se durante décadas”, disse Lavrov numa entrevista transmitida pelas televisões da Rússia.

“Isto não é racismo? Nazismo? (sto não é uma) tentativa de resolver a “questão russa”?” questionou o chefe da diplomacia da Rússia.

Um total de 15 comissários europeus, incluindo os vice-presidentes Margrethe Vestager e Valdis Dombrovskis, chegaram esta quinta-feira a Kiev.

A delegação é chefiada pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, que vai manter uma série de reuniões com o Governo ucraniano.

Por motivos de segurança, só nesta quinta-feira de manhã é que foi tornada pública a informação sobre a deslocação da delegação da União Europeia à Ucrânia.