A hotelaria nos Açores estima que o setor registe na Páscoa a mesma taxa de ocupação de 2019, seguindo a tendência de retoma dos últimos meses, mas está preocupada com os eventuais impactos da crise inflacionista, foi esta terça-feira revelado.

“Estamos com um nível de ocupação prevista ao nível do que teríamos em 2019, a retomar uma ocupação normal para o período da Páscoa”, disse a delegada nos Açores da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Andreia Pavão, em declarações à agência Lusa.

De acordo com Andreia Pavão, já existem “muitas reservas” para bem perto das datas do início da Semana Santa, “sobretudo o período de férias escolares, que tem um impacto muito importante no mercado nacional”.

A delegada da AHP nos Açores indicou que o mercado nacional “continua a ser o mercado preponderante” de turistas para os Açores para a Páscoa, mas “também o mercado espanhol e francês”.

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Por outro lado, “este ano também já tivemos, ao longo do inverno, esta retoma dos mercados da América do Norte, EUA e Canadá“, assinalou.

Uma tendência de crescimento e retoma que a hotelaria espera manter.

“Estamos a começar o verão IATA. E, vão ser retomadas as operações de Verão, que asseguram uma série de acessibilidades diretas aos Açores”, destacou.

Ainda assim, Andreia Pavão disse à Lusa que será preciso “perceber em que medida a inflação vai impactar nos mercados emissores”, por via de uma eventual retração no consumo evidenciada em muitos setores.

“Há uma grande expectativa para perceber, sobretudo, como vamos ter a evolução de dormidas. Até agora temos tido taxas de ocupação bastante elevadas e um aumento do preço médio. Vamos ver como será esta evolução para aferir se há algum aumento da estada média para este verão”, explicou.

A delegada da AHP apontou ainda para “o aumento substancial de custos” , nomeadamente os energéticos, das matérias-primas e de fornecimento de serviços externos.

Outro dos grandes desafios da hotelaria “é captar mão-de-obra e reter talentos dentro das empresas”, considerou.

“A captação de mão-de-obra tem sido um grande desafio e uma dificuldade, porque têm saído muito menos alunos das escolas profissionais e tem sido difícil fazer este recrutamento nessa fase em que é preciso reforçar as equipas e reter mão de obra”, referiu ainda.