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Euro 7. Montanha pariu um rato: mais limitações nos travões e pneus do que no escape

Depois das esperanças depositadas no novo Euro 7, o sistema que limitará os consumos e emissões poluentes a partir de 2025, a montanha pariu um rato. Pneus e travões são penalizados, mas não o escape.

Muito se esperava da mais recente versão da norma que regulamenta as emissões poluentes dos veículos a comercializar a partir de 2025, o Euro 7, que muitos anteciparam que faria a transição dos motores de combustão, devendo ser mais limitativo do que o actual Euro 6 e com olhos postos em 2035, ano em que apenas veículos eléctricos, ou equiparados, poderão ser comercializados. Mas 329 membros do Parlamento Europeu votaram a favor da não penalização adicional das emissões dos futuros automóveis, tendo apenas 230 votado contra e 41 abstenções.

Mesmo que as metas dos poluentes emitidos para o ar não fossem consideravelmente restringidas, o mínimo que se esperava era que fosse limitada a capacidade dos construtores serem criativos nos consumos que declaram para os seus modelos, de que dependem as emissões correspondentes. Sobretudo quando se sabe que existe um diferencial muito grande entre os dados anunciados segundo o método europeu WLTP e a realidade, determinada por cada um dos veículos novos vendidos através dos sistemas de medição que transportam a bordo e que medem consumo e emissões em condições reais de utilização.

Esqueça a poluição dos diesel. Travões são piores

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Apesar das expectativas em alta, o que acabou por acontecer foi o defraudar em baixa das previsões, com o Euro 7 a manter na essência os limites já previstos no Euro 6, evitando assim que os construtores tenham de introduzir nos veículos novos sistemas destinados a diminuir as emissões nocivas que, segundo os fabricantes, iriam incrementar o preço dos modelos, o que eventualmente poderia tornar menos competitivos os automóveis mais pequenos.

Há poluentes nos carros que não saem pelo escape

Se as emissões provenientes dos motores de combustão dos automóveis beneficiaram de um perdão, mantendo-se inalteradas, já o mesmo não acontecerá com os furgões e veículos pesados. Mas as maiores alterações a introduzir pelo Euro 7 dizem respeito aos pneus e travões, os primeiros porque produzem microplásticos que acabam por entrar na alimentação dos humanos e os segundos porque dão origem a partículas metálicas muito finas que prejudicam o ambiente e a saúde. A longevidade das baterias dos veículos eléctricos também passa a ser contemplada no novo quadro.

As normas agora aprovadas irão ser discutidas por cada um dos países membros, antes de passarem a lei e serem aplicadas. Pode ver abaixo o vídeo da conferência de imprensa, com o relator Alexandr Vondra, acerca do que foi aprovado.

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