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A investigação sobre a morte de Alexei Navalny está “em curso”, declarou esta segunda-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, enquanto os familiares veem negado o acesso ao corpo do opositor russo.

A investigação “está em curso, todas as medidas necessárias foram tomadas”, afirmou Peskov aos jornalistas. “Até ao momento, os resultados desta investigação não foram tornados públicos e, de facto, são desconhecidos”, acrescentou Peskov.

Pessoas próximas de Alexei Navalny, que não tiveram acesso ao seu corpo, acusaram as autoridades russas de terem matado o opositor e de tentarem encobrir os seus rastos.

Dmitri Peskov, questionado sobre a demora na entrega do corpo do opositor aos familiares, afirmou que esta questão não está relacionada “às funções da administração presidencial russa”. A equipa de Alexei Navalny, reagindo a estes comentários na rede social Telegram, considerou que “o Kremlin mostra os dentes, nega e ganha tempo, escondendo o seu crime“.

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Os investigadores russos disseram à mãe e aos advogados de Alexei Navalny que a investigação sobre a sua morte na prisão foi “prolongada”, afirmou esta segunda-feira a porta-voz do líder da oposição russa. “Não sabemos quanto tempo isso vai durar. A causa da morte ainda é ‘indeterminada’. Estão a mentir, a ganhar tempo e nem mesmo estão a esconder isso”, afirmou Kira Iarmich na rede social X.

As autoridades russas negaram esta segunda-feira, pelo terceiro dia, o acesso da família ao corpo de Alexei Navalny, principal opositor do regime russo, que morreu na sexta-feira numa prisão do Ártico.

Desde o anúncio da morte de Alexei Navalny, na sexta-feira, muitos países ocidentais acusaram o regime russo de ser o responsável. “Nestas circunstâncias, na ausência de informação, acreditamos que é absolutamente inadmissível fazer declarações tão odiosas“, afirmou esta segunda-feira Dmitri Peskov.

O opositor russo Alexei Navalny, um dos principais críticos de Vladimir Putin, morreu na prisão, anunciou na sexta-feira o serviço penitenciário federal da Rússia. Navaly, 47 anos, estava numa prisão no Ártico, a cumprir uma pena de 19 anos de prisão sob “regime especial” e, de acordo com aqueles serviços, sentiu-se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.