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No já mítico 13 de Maio de 2017, Salvador Sobral tornou-se no primeiro português a vencer o Festival da Eurovisão – e logo de cabazada, com uns recordistas 758 pontos, atropelando assim o fraquíssimo historial no certame que arrastávamos desde 1964. O seu discurso de vitória foi, como tanta coisa no percurso surpreendente do cantor, considerado polémico. Nele, Salvador decretava: “Vivemos num mundo de música descartável, de música ‘fast food’ sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento. Vamos tentar mudar isto. É altura de trazer a música de volta, que é o que verdadeiramente interessa.”

Concorde-se ou não com a mensagem, é fácil perceber que a história recente da Eurovisão está pavimentada com momentos nos quais o importante era decididamente o espectáculo em detrimento da música. Talvez seja isso parte do encanto do um evento com tanta purpurina e confetti por metro quadrado. Recordamos 25 momentos nos quais a forma suplantou o conteúdo.

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