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À segunda madrugada de trabalhos chegou a pensar-se que o Conselho Europeu que começou na passada sexta-feira podia tornar-se o mais longo de sempre. Não aconteceu, mas apenas por pouco mais de 20 minutos. Chegou ao quinto dia, já não viu o sol desta terça-feira nascer, acordou antes disso. Pelas 4h31 da manhã, os 27 estados membros da União Europeia aprovavam em Bruxelas o Plano de Recuperação europeu, para ultrapassar os efeitos económicos devastadores da pandemia da Covid-19. Negociações intensas que ficam para a história e que deram origem a um apoio menos expressivo do que o inicialmente proposto, com o grupo de países frugais a dificultar até à última a tranche que seguirá a fundo perdido para cada estado membro.

O que estava mais difícil de conseguir? A questão da governança, como se aplicaria o fundo — com a Holanda praticamente isolada na defesa da aprovação por unanimidade no Conselho dos planos nacionais para o uso do Fundo de Recuperação. Ou seja, uma tentativa de controlar o uso do dinheiro que é colocado no bolo comum. Ficou definido um “travão de emergência” a ser acionado por qualquer estado se houver dúvidas sobre se as reformas estão ou não a ser cumpridas. O outro tema que incomodava Holanda — representada pelo primeiro-ministro Mark Rutte — era o rácio empréstimos/subsídios. Os países frugais queriam menos dinheiro entregue aos países a fundo perdido e mais por empréstimo, com condições associadas.

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