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O sentido de urgência não é de hoje. “Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável”, alertava em 2015 Carlos Neto no Observador, naquela que se tornaria provavelmente uma das entrevistas mais partilhadas de sempre (186531 pessoas leram a declaração e deram seguimento à corrente).

A troca de ideias com um dos maiores especialistas mundiais na área da brincadeira e do jogo surtia assim efeito viral, apesar de o interlocutor não ter até então nenhuma obra dirigida ao grande público —  destacavam-se no trajeto de mais de 50 anos de ensino apenas duas obras de cariz académico lançadas no começo dos anos 80. Cinco anos depois, a ameaça do sedentarismo entre as idades mais jovens continua a pairar — e a obra para todos por fim chegou.

“Libertem as crianças” é o mais recente repto do professor jubilado, que reflete sobre estudos e evidências que convocam a atenção de qualquer educador, como esta: cerca de 70% das crianças portuguesas passam menos tempo ao ar livre do que os 60 a 120 minutos que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos recomenda para os reclusos nas prisões. O confinamento e as restrições impostos pela pandemia só pioraram a situação.

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