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A "cegonha" vai visitar a vila de Mora 26 vezes no próximo ano. Mas a autarquia acredita vir a ultrapassar os 31 nascimentos de 2010

Ilustração: Andreia Reisinho Costa

A "cegonha" vai visitar a vila de Mora 26 vezes no próximo ano. Mas a autarquia acredita vir a ultrapassar os 31 nascimentos de 2010

Ilustração: Andreia Reisinho Costa

As cegonhas não param de levar bebés para Mora. Esperam-nos pais com emprego, casa e "ajudinhas"

As políticas de natalidade, com subsídios (e não só) para quem tem filhos, são importantes. Mas é o emprego no concelho e a pacatez de lá viver que explicam o nascimento de tantos bebés, ano após ano.

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Paulo e Alda Miguéis, ele com 42 anos, ela com 39, casados há dez, pais de dois rapazes, vão, apressados, de visita ao obstetra, em Montemor-o-Novo, para ver como cresce o terceiro, que nascerá “lá para depois do Natal”. Os outros dois, de 13 e 10 anos, desejaram-nos ter. A este terceiro, também rapaz, desejaram-no, sim, mas, graceja Alda, a mãe, “veio sem ninguém o mandar vir.”

Vivem em Mora, numa moradia a poucos minutos do centro da vila, com uma planície, vista do seu alpendre, a perder de vista. É em Mora que têm tudo. As raízes, naturais que são de lá, a família, o trabalho — ele na GNR, ela numa mercearia de produtos típicos da região –, e até um pequeníssimo campo de futebol (à escala de dois rapazinhos de palmo e meio é quase o Estádio da Luz) nas traseiras da casa, com balizas à séria e tudo, um campo que Paulo foi construindo nas horas vagas. 

Hoje, na vila alentejana, mais de metade da população é composta por mulheres: são 2.402. Homens, são 2.232. E cerca de 30 por cento de todas as 511 mulheres em idade fértil, “resolveram-se” a engravidar. Foram 237 desde meados de 2004 (altura em que os subsídios à natalidade começaram a ser atribuídos pela autarquia) até hoje. Muitas engravidaram do primeiro filho (143), menos são as engravidaram do segundo (63), algumas do terceiro (21), e umas quantas do quarto (sete) e até do quinto (três). Alda não é, portanto, caso único. E ela, como Estela ou Vera, de quem mais por diante lhe contarei a história, três das 26 grávidas hoje em Mora, mais do que engravidarem por causa de um subsídio — que é mais simbólico do que outra coisa –, engravidaram, em contra-ciclo com o resto do país, por em Mora se viver também em contra-ciclo: é que emprego não falta e casa também não. A pacatez de Mora faz o resto — é, pelo menos, o que por lá se diz. 

O incentivo é bom, mais a mais no interior, onde há mais idosos do que jovens. E eles têm trabalho, os jovens. Se não houvesse, com incentivo ou sem ele, lá abalariam à mesma”, explica Paulo Miguéis. 

Voltando a Alda e a Paulo. Quando se casaram, e ainda a autarquia não começara com as políticas de apoio à natalidade, deixaram Mora para trás e resolveram-se a ir viver para Montemor-o-Novo, a meia-hora de viagem, quando Paulo foi para lá destacado. Foi lá que os dois primeiros filhos de Paulo e Alda nasceram. Contudo, chegada a altura de os rapazes irem para a escola primária, foi necessário tomar uma decisão: a de regressar ou não a Mora.

“Nós não tínhamos família lá em Montemor. Não tínhamos quem nos ficasse com eles, quer quando íamos trabalhar, quer ao fim de semana. E então decidimos: ou um de nós, não trabalhando, ficava em casa a cuidar deles, ou regressávamos. E regressámos”, conta Alda. E não se arrepende da decisão. “Não. Não me arrependo. É-nos muito mais fácil criar as crianças numa pequena localidade do que numa grande cidade. Eu senti a diferença de Montemor para Mora. Aqui toda a gente de conhece. Aqui temos a tia, a prima, a avó, que, ficando com eles, nós podemos ir trabalhar descansados.”

Paulo e Alda regressaram a Mora quando o primeiro filho, hoje com 13 anos, entrou para a escola. O terceiro nasce “lá para depois do Natal” (Créditos: MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR)

MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

O subsidio da Câmara Municipal de Mora vão-no receber só ao terceiro dos filhos, o único que lá vai nascer: 500 euros. “Sempre é um pequeno incentivo. Mas não foi por isso que engravidei, claro. Mas lá que é uma ajuda, é. Não tanto para nós, mas para os casais mais novos, em início de vida a dois”, lembra Alda. E Paulo, olhos fixados na barriga, mão sobre ela, interrompe-a para depois acrescentar: “O incentivo é bom, mais a mais no interior, onde há mais idosos do que jovens. E eles têm trabalho, os jovens. Se não houvesse, com incentivo ou sem ele, lá abalariam à mesma. Assim não. Há o fluviário, há as industrias, há muito trabalho aqui à volta. E, mesmo para educar os filhos, da creche e até ao secundário, há cá de tudo. É-lhes hoje mais tentador criar cá a família e viver em Mora por muitos anos.”

Quando se cochicham todos os nascimentos, tantos, anos após ano, desta pequena vila, envelhecida, do Alentejo Central, esses nascimentos estranharão a quem é de fora. A quem lá vive, não são tão estranhos quanto isso. “Isso para nós já é normal”, garante Paulo. Mas, perguntando à grávida, Alda, se as gravidezes em catadupa são ou não combinadas? Ela ri-se e responde: “Não. Eu, então, não combinei mesmo nada. Mas é como o Paulo diz, havendo trabalho, para ele e para ela, casa, estabilidade, os casais, mesmo com a crise, mesmo com tudo, sentem que Mora é um lugar bom para ter filhos e criá-los.”

As políticas de natalidade não são só monetárias. Aliás, o subsídio é a menor das políticas

Enquanto no país chuviscava de norte a sul e Lisboa despertava sob nevoeiro, a pouco mais de uma hora da capital, em Mora, no distrito de Évora, o sol ergueu-se cedo e o calor era tanto — em pleno mês de novembro –, que de manhã não se vislumbrava vivalma nas ruas.

Diz-se do interior do país que é deserto de gente. Ou tende a ser. Mora não é exceção: residem hoje no concelho, e segundo os valores mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), 4.634 pessoas. E o valor decresce (ainda que ligeiramente) ano após ano. Os que resistem à deslocalização para o litoral, à emigração ou à própria morte, vão envelhecendo. Mas Mora, ano após ano mais desertificada – e como ela tantos concelhos do interior do país que se vêem cada vez mais “esvaziados” de gente que neles habite –, está deserta por rejuvenescer.

Como? Não é de hoje. Para começar, a Câmara Municipal de Mora atraiu a si indústria (fábricas de conserva de tomate como a Sopragol, por exemplo; mas há mais, desde pomares até um fluviário que, tudo somado, empregam cerca de uma centena de trabalhadores) que dê sustento a quem lá vive. Mas como não chega o trabalho, é preciso ter telhado, a autarquia alentejana não só incentiva à recuperação de casas no centro da vila, como faz descontos na aquisição de terrenos municipais para a construção – e descontos há-os também nas taxas e licenças a pagar à Câmara.

Recapitulando. Emprego, há. A percentagem de desempregados inscritos nos centros de emprego é de 7,7 por cento – no Alentejo Central, e olhando aos números do Instituto do Emprego e Formação Profissional, é de 9,1 por cento, sendo, por isso, a empregabilidade em Mora uma das mais elevadas da região. Habitação, também. E o poder de compra per capita (79,90 por cento) está só abaixo do de Évora, a capital de Distrito, e Montemor-o-Novo.

Mas falta o mais importante para o rejuvenescimento da população: a natalidade. O cenário nacional é negro. E quem o diz é o INE. A taxa bruta de natalidade tem vindo a diminuir desde 1960, altura em que havia 24,1 bebés nascidos por cada mil habitantes. Em 2014, o número registado foi de 7,9 bebés por cada milhar de habitantes. Outros dados, os da Direção-Geral de Saúde, e numa análise região a região, demonstram que as regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo representam mais de metade dos nascimentos no país, com quase 60 mil das 82.367 crianças nascidas em 2014.

"São 500 euros para o primeiro filho, mil euros para o segundo e 1.500 para o terceiro. É um valor que servirá para as apoiar as famílias na compra do carrinho, das alcofas, do leite, naquilo que elas entenderem que necessitam nesta fase das suas vidas."
Luís Simão de Matos, Presidente da Câmara Municipal de Mora

Mora está em contra-ciclo com o país: desde outubro de 2004, altura em que a autarquia se propôs a atribuir uma série de incentivos (sobretudo monetários) à natalidade, nasceram 237 bebés. E a Câmara atribuiu mais de 160 mil euros em subsídios. O recorde, chamemos-lhe assim, foi em 2010, quando nasceram 31 bebés e os subsídios rondaram os 25 mil euros.

Luís Simão de Matos é autarca há dois mandatos. Mas a política de apoio à natalidade em Mora começou quando ainda era vereador (Créditos: MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR)

MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

Em 2015 prevê-se o nascimento de 26 bebés em Mora. Mas o presidente da Câmara Municipal, Luís Simão de Matos, acredita que o número até será superior – e quem sabe vá superar o registo de há cinco anos. “Eu creio que esse número vai ser ultrapassado, sim. Mas não acredito que alguém tenha filhos só porque a Câmara lhe dá um subsidio. Este projeto, quando foi criado, não tinha – e continua a não ter – como objetivo incentivar as pessoas a ter filhos. Nós devermos ter a consciência de que quando temos um filho, devemos querer dar-lhe, ao longo da vida, tudo aquilo que ele merece. E não é com um incentivo da Câmara, o qual é atribuído de uma só vez, que quem tem filhos lhes consegue dar tudo isso. Nós estamos a falar de 500 euros para o primeiro filho, mil euros para o segundo e 1.500 para o terceiro. É um valor que, tudo somado, é significativo para a Câmara, mas que, por família, não o é por aí além. O dinheiro servirá para as apoiar na compra do carrinho, das alcofas, do leite, de tudo aquilo que elas entenderem que necessitam nesta fase das suas vidas.”

Mas então, como se explica que as famílias, não só tenham filhos em Mora, como por lá os queiram criar? “Um dos maiores problemas que nós temos no concelho é precisamente o da perda de população. A perda de população não é um problema só do concelho de Mora; é um problema transversal há maior parte dos concelhos do interior do país. Eu creio que as autarquias por si só não terão a capacidade para fazer face a esta situação. E enquanto o Estado, e eu digo isto muitas vezes, não tomar a consciência de que é necessário fazer alguma coisa de muito séria pelo interior do país no sentido de fixar população, então não conseguiremos resolver o problema. E o fixar de população só se consegue com criação de emprego. A ‘varinha mágica’ não existe. E ninguém tem a possibilidade de mudar isto tudo de repente. Mas há que tentar.”

E em Mora tem-se tentado. “Faz-se o que se consegue. O fluviário, por exemplo, é um empreendimento da autarquia. E trabalham ali diariamente 20 jovens. Depois, com a notoriedade que o fluviário nos deu, muito por causa do turismo – são perto de 50 mil os visitantes anuais –, vieram instalar-se aqui empresas que dão trabalho a quase 80 jovens. E são jovens que, com toda a sinceridade, mais de metade deles, se não tivessem emprego, não estariam aqui. E se não estivessem aqui, não constituiriam família aqui, não se resolveriam ter os filhos aqui. É uma política integrada. Só pode ser assim. Não é por acaso que Mora é o concelho do distrito de Évora com menos desemprego e um dos concelhos em que nascem mais crianças”, conclui Luís Simão de Matos, há 13 anos na autarquia, os primeiros como vereador, e há dois mandatos como presidente.

A explicação da natalidade não está no dinheiro, que se vai num sopro. Mas também não está em “António”, O Povoador de Mora

Estela Marques está grávida de oito meses. Mas quer trabalhar até ao último dia de gravidez. O terceiro filho vem a caminho, pesa-lhe e muito, mas não é por isso que no restaurante onde trabalha, na freguesia de Mora (as outras três freguesias são Brotas, Cabeção e Pavia, e em todas há grávidas), pára um minuto que seja à hora de almoço, quando a clientela está à pinha.

Lá encontramos um instante para conversar, primeiro ao balcão, entre um café e outro que ia servindo, depois sentados, que, por fim, a suar em bica, o barrigão a levou de vencida. Tem 31 anos, e conta que este filho não foi “encomendado”, mas que vem por bem. “O primeiro, sim, nós queríamos tê-lo. O segundo só veio porque o primeiro pediu muito um irmão — dizia que não queria ficar sozinho, que queria ter com quem brincar. Este terceiro veio sem ninguém o esperar, mas os outros dois estão radiantes com o ter um irmãozinho. Não é a menina que eu desejava, mas também não faz mal”, conta Estela, com a mão sobre a barriga.

O terceiro filho de Estela está quase, quase a nascer. Mas lá continua ela, num dos restaurantes mais movimentados da vila, a tirar bicas e a servir almoços (Créditos: MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR)

MICHAEL M. MATIAS/OBSERVADOR

À volta dela, durante a conversa, vão-se concentrando muitos e muitos clientes do restaurante. A gravidez é o pão nosso de cada dia em Mora. O que estranham é o corrupio de entrevistas. O senhor “António”, sexagenário, já trôpego àquela hora da tarde, galhofeiro que só ele, lá confessa, de fugida e entre gargalhadas, que a razão de tantas gravidezes é ele. Diz-se o “povoador” de Mora. Um povoador que, afinal, de povoador não tinha nada — era só trinta e um de boca: “Não me fotografe é com a grávida, não vá o marido ver e ainda me ponho cá em problemas!”

Se combinámos? Não, nada. Se quiséssemos combinar, se quiséssemos que eles nascessem um depois do outro, tenho a certeza que não conseguíamos. Foi só um acaso. Mas um acaso bom”, conta Estela Marques, que também tem a irmã grávida. 

Mas para Estela a explicação é outra. E não está nos subsídios. “Não nos foi fácil criar os dois primeiros filhos. É que as despesas são muitas. E com três, vai ser mais difícil ainda. Mas vieram por bem e tudo se vai conseguindo. Dia a dia. Viver aqui é bom. É sossegado. E criar os filhos num sítio onde toda a gente olha por eles, facilita-nos a vida. Às vezes tenho que vir para o restaurante à noite, até tarde, e deixo-os com os avós, com os vizinhos, e sei que estão bem. De dia estão na escola, depois no ATL, e como é logo aqui ao lado, se lhes acontecer alguma coisa, se precisarem de alguma coisa, também dou lá um pulinho. Os 1.500 euros? Tudo ajuda. Mas é só uma ajudinha, a bem dizer. Dá para as roupinhas, as fraldas, o leite, o que for preciso. Mas gasta-se rapidamente”, conta.

Curioso, em Estela, é que também a irmã está grávida. “Se combinámos? Não, nada. Se quiséssemos combinar, se quiséssemos que eles nascessem um depois do outro, tenho a certeza que não conseguíamos. Foi só um acaso. Mas um acaso bom. A diferença de uma gravidez para a outra não chega nem a dois meses. Havendo emprego, tanto eu como ela nos aventurámos na gravidez. Se não houvesse, não nos aventuraríamos, por certo.”

Vem aí um “Cristiano Ronaldo” alentejano. Mas a dar chutos na bola, vai dá-los na terra (e com os avós à coca

— Não sei se a Vera notou, mas conversámos e nunca retirou a mão de cima da barriga.
— Olhe, nem notei. É que ele está-me a dar pontapés. Está sempre nisto. Ainda vai ser futebolista, na volta!

Vera Nogueira, 28 anos, está grávida de 30 semanas. Difícil foi encontrar um lugar à sombra onde conversar com ela, num final de manhã abrasador em Mora. E difícil foi também encontrar, com Vera, uma explicação para que, ao mesmo tempo, e todos os anos, tantas mulheres engravidem naquela vila alentejana.

O que é importante é que — sejam grávidas mais novas, como eu, que só agora têm o primeiro filho, ou mais velhas, com mais — contribuam para o aumento da natalidade em Mora”, lembra Vera Nogueira. 

Não será pelo subsídio. E ela, ao contrário das demais grávidas, não crê que o trabalho — apesar de ter emprego numa pastelaria e o namorado trabalhar também, mas fora de Mora — seja tanto assim que fixe os jovens por lá. “O incentivo é uma boa ajuda. Mas não é por isso que se engravida. O que é importante é que grávidas mais novas como eu, que só agora têm o primeiro filho, ou mais velhas, com mais do que um, contribuam para o aumento da natalidade. É que há cada vez menos jovens aqui. Há emprego, e isso é bom, mas é impossível haver emprego para todos – para o meu namorado, que trabalha numa área especifica, não há e teve que sair de cá. O que há de emprego é sobretudo para quem tem menos habilitações. E os ordenados não esticam quando se tem mais do que um filho e as despesas, essas sim, esticam e muito. Crítica? Não, não é uma crítica. Mas alguns vão tendo que sair. Eu sou daqui, sempre vivi aqui, e não quero sair. Quero cá criar o meu filho.”

Emprego, há. “Não há é para todos os currículos” — o namorado de Vera teve que ir trabalhar para fora. Apesar de tudo, ela nem quer ouvir falar de criar o filho fora de Mora (Créditos: MICHAEL M. MATI

MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR

Tal como noutros casos, e ainda que seja mais inexperiente que Alda ou Estela quanto à maternidade, Vera acredita que em Mora tem tudo o que necessita para criar o filho. E foi isso, mais do que o subsídio, tanto ou mais do que o emprego, que fê-la decidir-se a engravidar. “Aqui há de tudo. E há de tudo com proximidade. Não temos que fazer quilómetros para chegar da escola a casa ou da casa a escola. Faz-se tudo a pé, com a pacatez que se vê. Há a creche, há a escola pública até ao secundário, há o ATL para quando eles, mais crescidos, saem da escola e os país, até à hora de jantar, ainda estão no trabalho. Há de tudo. E há os avós, claro, que dão sempre uma mãozinha. E são muito importantes na educação dos netos. Muito mesmo.”

Em Portugal nasceram menos crianças em 2014 face ao ano anterior. São menos 420 os nados-vivos. O que não impediu o crescimento da taxa da natalidade. Como? O aumento de 7,87% em 2013 para os 7,92% em 2014 na taxa de natalidade deve-se, e muito, à diminuição da população. É que são menos 56.233 os residentes em Portugal de um ano para o outro. Em Mora, não. Não só a população cresce em nascimentos, como não decresce por causa da emigração. Será das cegonhas, que de poste em poste, pela Estrada Nacional, se vêem às dezenas?

Reportagem, texto, locução e infografia: Tiago Palma
Vídeo e fotografia: Michael M. Matias
Edição de vídeo: Miguel Soares
Ilustração: Andreia Reisinho Costa

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